Fernando  Sobral
Fernando Sobral 14 de fevereiro de 2017 às 09:48

A Espanha dos congressos partidários. E do défice

A Comissão Europeia está muito contente com o crescimento da economia espanhola. Deverá estar acima de 2% em 2017 e 2018. Mas fala de "riscos" e da necessidade de "cortes", porque o défice deste ano deverá ser de 3,5%. O habitual.

Ou é porque não cresce ou porque o défice é alto. Enquanto isso, impávidos, os partidos espanhóis realizaram congressos. Os resultados foram os esperados: vitórias de Rajoy e Iglesias. No El Mundo, Santiago Gonzalez escreve: "Este esforço do Podemos de manter um ar juvenil levou-os ao síndrome de Dorian Gray, que nada tem que ver com as sombras de Grey, como podiam acreditar Pablo e as suas raparigas: o que envelheceu foi o contexto, o quadro que há um par de anos os retratou tão jovens: Vistalegre. A assembleia de Podemos terminou bem. A vitória de Iglesias foi de todos, notória e eloquente, e alegro-me com isso. Como disse o meu admirado Montano: os do 'establishment' estamos por Pablo Iglesias: é a garantia de que nunca ganharão. Pablo foi o artífice das duas malogradas ocasiões para acabar com Rajoy."

Já no Público, Juan Carlos Escudier analisa: "O PP é o partido dos mil olhos. De olhos cerrados reelegeu Rajoy como presidente. (…) A direita regozija-se com as crises alheias e não olha para os pés. Perderam 49 deputados e a maioria absoluta, governam porque os milagres existem e porque a esquerda é olha-me e não me toques (…)." No eldiario.es, Imma Aguilar Nàcher acrescenta: "A unidade é o elemento comum dos congressos, uma unidade para fazer frente ao inimigo maior: o populismo para o PP e a direita para o Podemos. Rajoy não crê que a vitória de Iglesias prejudique o PP. (…) Consolida-se a estratégia de não fazer nem mudar nada como solução do problema. A estratégia Rajoy. (…) Iglesias segue obcecado por ultrapassar o PSOE e utilizará a mesma técnica: a agregação de públicos e uma sólida base de comunicação."



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DJ viajante Há 6 dias

Em Portugal e o que se passara em breve mas ao contrario. Sera o PS a liquidar o BE e PCP. A direita ela vai guardar os seus apoiantes com pequenas variacoes que correspondem aos indecisos.