Fernando  Sobral
Fernando Sobral 16 de dezembro de 2016 às 08:44

A Europa e o seu enorme labirinto. Busca-se saída

A Europa vive momentos conturbados. Não se sabe o que irá acontecer em Itália. O Brexit parece uma confusão.

Em França e na Alemanha, contam-se os meses que faltam para eleições decisivas. E, depois, não se sabe qual o rumo que Donald Trump traçará para a economia. Enquanto isso, a ortodoxia parece continuar a reinar. No Guardian, Nils Pratley observa: "Aqui está uma previsão segura para 2017: a crise da dívida grega vai voltar a ser feia. Na verdade, o próximo capítulo já começou. Na última quarta-feira, os ministros das Finanças da Zona Euro travaram o seu plano para o alívio da dívida grega porque Atenas deu uma pequena soma de dinheiro aos pensionistas no Natal e disse que iria pagar as refeições nas escolas a 30 mil crianças de áreas carenciadas. Do ponto de vista de Alexis Tsipras, o país ganhou o direito a fazer pequenos actos de generosidade, como 617 milhões de euros para os pensionistas. (…) Aos olhos dos ministros da Zona Euro, regras são regras." Ou seja, a pobreza tem de continuar.

No Independent, Andrew Grice escreve: "O Brexit significa que a política externa do Reino Unido será mais guiada pela economia do que pelos valores liberais. Um acordo comercial com os EUA será o primeiro objectivo, mesmo que isso signifique tolerar a resposta perigosa de Trump a uma crise de política externa. É um tema interessante para acompanhar nos próximos tempos. No Politico/Europe, Roberto D'Alimonte defende que havendo eleições em Itália, Matteo Renzi terá dificuldades em formar um governo do seu partido. E acrescenta: "A ironia da política italiana de hoje é que seja quando forem as eleições, muitos em Itália - e na Europa - vão encontrar-se a rezar para que o antigo primeiro-ministro Silvio Berlusconi tenha bons resultados nas eleições para retirar força aos seus rivais da extrema-direita e juntar-se ao Partido Democrático no governo."


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comentários mais recentes
Anónimo 17.12.2016

O grande problema da Europa é o peso que o voto da Alemanha tem no Conselho, a postura imperial do governo alemão e o incumprimento por parte deste das regras a que está obrigado quanto à aplicação dos excedentes externos. Foram exageradas interferências da UE em assuntos internos que geraram o Brex

Anónimo 16.12.2016

Saída meu caro Fernando Sobral? é a guerra! não vai haver outra.

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