Rui Barroso
Rui Barroso 25 de maio de 2017 às 20:01

A indignação da China com o corte da Moody's

Em 2011, a Moody's foi a primeira agência a cortar o "rating" de Portugal para "lixo". Houve uma onda de indignação que ficou ilustrada pela criação de uma edição especial do famoso Zé Povinho a desafiar a agência.

Mas não é apenas em Portugal que as decisões são contestadas. A Moody's cortou o "rating" da China de Aa3 para A1 (seis níveis acima de "lixo"). Foi a primeira descida feita pela agência americana desde 1989. E em Pequim, os ataques foram  imediatos. O ministro das Finanças disse que a decisão não tinha "absolutamente fundamento nenhum". E a imprensa chinesa também não foi meiga, segundo a Bloomberg. A agência estatal Xinhua disse que a Moody's não tinha conhecimento suficiente da legislação e regulação na China e que a credibilidade das agências de notação ocidentais estava em causa. O People's Daily, que segundo a Bloomberg reflecte a visão oficial de Pequim, disse que a Moody's se desviou dos factos. E o Financial News, alinhado com o banco central do país, acusou a Moody's de estar a olhar para a China apenas através de um telescópio. Acrescentou que a decisão não é justa, nem objectiva e muito menos científica. Vai-se a ver e abre-se aqui uma oportunidade de exportação de figuras de Zés Povinhos revoltados com a Moody's.

 

Jornalista

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