Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 04 de fevereiro de 2018 às 17:00

A montanha-russa das cotações da bitcoin 

2017 foi o ano das criptomoedas. Nos últimos 12 meses, moedas virtuais como a bitcoin ou a ethereum registaram valorizações verdadeiramente surpreendentes. Mas, estes activos já provaram que depressa conseguem ir do céu ao inferno.

Depois da escalada registada nas últimas semanas do ano, a bitcoin acentuou as quedas em 2018. Este activo desvaloriza mais de 40%, desde o início de Janeiro. Só na última sessão, a bitcoin baixou perto de 13% para 7.850 dólares, na bolsa Bitstamp, segundo o Financial Times. Estes valores estão longe dos máximos fixados no último mês de 2017, em 19.666 dólares. Ainda que pouco tempo tenha passado desde então, muito mudou em relação ao sentimento dos investidores. O clima de euforia deu lugar à desconfiança, com vários responsáveis a alertarem para o risco do investimento em criptomoedas e a surgirem novas tentativas para apertar o cerco a estas moedas virtuais. Esta semana, o Facebook eliminou anúncios a criptomoedas, enquanto no Japão, as autoridades efectuaram buscas nos escritórios da Coincheck. Pelo rumo dos acontecimentos, as cotações da bitcoin vão continuar numa verdadeira montanha-russa.

 

Jornalista

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mais votado Advogado do diabo Há 2 semanas

Não há razão para que as criptomoedas ofereçam um prémio de risco intrínseco como é o caso de outros ativos.
Não serão assim instrumentos indicados para investimentos passivos.
Poderão sê-lo, isso sim, para concretizar estratégias de Gestão Ativa (GA) cuja lei fundamental (Grinold-1994-J.P.M.) aponta a volatilidade (de que o movimento em montanha- russa é manifestação) como uma das dimensões condicionantes da performance.
Mas uma das outras dimensões críticas, é a previsibilidade.
Esta depende do grau de persistência na evolução das cotações, ou seja, da autocorrelação entre rendibilidades sucessivas.
Até agora, aquela tem sido diferente de zero, viabilizando o aproveitamento das criptomoedas em GA .
Isto pelo menos numa das 2 vertentes em que se desenvolve a atividade em Bolsa – a vertente da Oportunidade.
Mas há que contar com a 2ª vertente – a da Concorrência – que, quando crescer como bola de neve, pode exaurir a Oportunidade enquanto “o diabo esfrega um olho”.

comentários mais recentes
Advogado do diabo Há 2 semanas

Não há razão para que as criptomoedas ofereçam um prémio de risco intrínseco como é o caso de outros ativos.
Não serão assim instrumentos indicados para investimentos passivos.
Poderão sê-lo, isso sim, para concretizar estratégias de Gestão Ativa (GA) cuja lei fundamental (Grinold-1994-J.P.M.) aponta a volatilidade (de que o movimento em montanha- russa é manifestação) como uma das dimensões condicionantes da performance.
Mas uma das outras dimensões críticas, é a previsibilidade.
Esta depende do grau de persistência na evolução das cotações, ou seja, da autocorrelação entre rendibilidades sucessivas.
Até agora, aquela tem sido diferente de zero, viabilizando o aproveitamento das criptomoedas em GA .
Isto pelo menos numa das 2 vertentes em que se desenvolve a atividade em Bolsa – a vertente da Oportunidade.
Mas há que contar com a 2ª vertente – a da Concorrência – que, quando crescer como bola de neve, pode exaurir a Oportunidade enquanto “o diabo esfrega um olho”.

General Ciresp Há 2 semanas

A montanha russa pariu botoes para as fardas dos generaes portugueses.Os generais vao parecer BITICOLES,quer um quer outro sao coisas RARAS.

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