Rui Barroso
Rui Barroso 29 de maio de 2017 às 20:58

A nova aposta do Goldman Sachs? Dívida da Venezuela

A oposição a Nicolás Maduro tem pedido aos bancos de Wall Street que não ajudem a financiar o regime, que tem sido alvo de manifestações e tem respondido com medidas repressivas.

Mas isso não terá impedido o Goldman Sachs de fazer uma aposta forte em dívida da petrolífera estatal PDVSA. Segundo o Wall Street Journal, a divisão de gestão de activos do banco terá investido 865 milhões de dólares em obrigações da petrolífera que atingem a maturidade em 2022. E a preço de saldo, tendo pago 31% do valor nominal dessas obrigações. Isto depois de, contra quase todas as previsões, a PDVSA ter evitado um incumprimento este ano, o que até levou a análises de alguns bancos e agências financeiras se era mais seguro investir em dívida de emergentes democráticos ou com regimes ditatoriais. Apesar de furar o apelo ao boicote por parte da oposição, o racional da operação até aparenta estar a contar com a queda do regime de Maduro. É que, caso haja uma alteração no regime, a esperança do Goldman Sachs é que a posição na dívida da PDVSA duplique de valor. Mas pelo meio dá um sinal de confiança na dívida da PDVSA, o que pode ser mais um balão de oxigénio para Maduro na hora de encontrar financiamento.

 

Jornalista

A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub