Fernando  Sobral
Fernando Sobral 10 de julho de 2017 às 09:38

A reunião do G20, a economia verde e a austeridade

Foram dias de grande agitação à volta da reunião do G20 em Hamburgo.

Contestação nas ruas, acordos comerciais e reunião de Trump com Putin. Pelo meio ficou a "gaffe" diplomática de Trump, que ficou de mão estendida perante a primeira-dama polaca que, como é óbvio, estendeu primeiro a mão à mulher do presidente americano. Quem não tem mundo arrisca-se a humilhações destas. No "New York Times", Frank Bruni escreve: "Como em todos os grandes romances, o de Putin e Trump pediu emprestados outros. É 'Sleepless in Seattle', excepto que ambos são loiros - mais ou menos." Isto depois de Trump, perante a multidão polaca, ter dito que é preciso combater o terrorismo radical islâmico como forma de proteger "a nossa civilização e a nossa forma de vida". Isto no meio de muitas críticas à Rússia.

Enquanto isso o mundo move-se. Depois da Volvo (cujos proprietários são chineses) ter dito que vai deixar de produzir carros a gasolina e gasóleo muito em breve, para se focar nos veículos eléctricos, a França anunciou que em 2040 deixarão de ser vendidos carros a gasolina e diesel no país. No "Daily Telegraph", Ed Wiseman : Nicolas Hulot (o novo ministro do ambiente de Macron) terá 102 anos em 2040. Quase de certeza não será ministro. O seu anúncio do fim dos carros a diesel em 2040 é o mesmo que anunciar o fim das baterias do iPhone em 2050 ou dos CDs em 2060. A tecnologia move-se a uma velocidade tal que este tipo de retórica não tem sentido". No "Guardian", Phil McDuff fala de outra coisa: "Pretender que o défice é um monstro assustador que nos comerá a menos que o acalmemos sacrificando os nossos salários leva a que muitos tenham crenças instintivas sobre as virtudes da probidade e da poupança. (…) O FMI - historicamente o mais famoso defensor da austeridade - admitiu que era baseado em falsos prospectos: essas políticas fazem mais mal do que bem". O mundo está a mudar.


A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar