Fernando  Sobral
Fernando Sobral 01 de fevereiro de 2017 às 09:45

A revolução de Trump avança a todo o vapor

Donald Trump não perdeu tempo com as resistências internas: despediu a procuradora-geral Sally Yates que tinha dado ordens contrárias às suas sobre os imigrantes muçulmanos.

A revolução do novo Presidente avança a todo o vapor. No New York Times, Paul Krugman fala do fim da credibilidade americana: "O nosso governo não fez sempre as coisas mais correctas. Mas cumpriu as suas promessas com as nações e indivíduos. Agora tudo isso está em questão. Todos, de pequenas nações que pensavam que estavam protegidas contra a agressão russa aos empresários mexicanos que pensavam que tinham acesso garantido aos nossos mercados e até aos intérpretes iraquianos que pensavam que o seu trabalho para os EUA significava segurança de um santuário, agora têm de adivinhar se serão tratados como contratados de um hotel de Trump."

Dana Milibank, no Washington Post, avança: "Num encontro com senadores, Trump não sabia quantos artigos tinha a Constituição. E agora? A Casa Branca levanta dúvidas se tem de obedecer a ordens judiciais. (...) Agora orquestrou o que parece ser um golpe no Conselho de Segurança Nacional. De fora ficam o director da inteligência nacional e o chefe de EMGFA, que deixarão de ter assento nos encontros do comité que toma as decisões ao mais alto nível. Em lugar deles estará o conselheiro Steve Bannon." No Independent, Rupert Cornwell afirma: "A diferença é que Trump já não é um candidato (que muitos congressistas republicanos nunca esperaram que ganhasse as eleições), mas Presidente. Todos querem estar atrás de um vencedor. (...) E independentemente das críticas nas cidades liberais na costa, os votantes de Trump no interior e nos estados industriais que lhe deram a vitória estão presumivelmente deliciados com a campanha anti-refugiados. Afinal Trump não está a fazer mais do que prometeu na campanha."


A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Pricemt 01.02.2017

É isso mesmo "... todos querem estar atrás de um vencedor", por isso a fatura a pagar vai ser demasiado alta. Se a primavera puser a Le PEN no poder, é desta que assento arrais num monte alentejano e nunca mais leio jornais

pub
Saber mais e Alertas
pub
pub