Fernando  Sobral
Fernando Sobral 05 de julho de 2017 às 09:50

A saúde mental de Trump e as guerras comerciais

Nas vésperas da reunião do G20 ouvem-se vozes sobre o estado da "saúde mental" de Donald Trump.

Certas atitudes do presidente dos EUA estimulam este debate. Juntou-se agora a ele a antiga primeira-ministra australiana Julia Gillard, que sobre o comportamento de Trump no twitter não se coibiu de dizer: "Eu sei que algumas pessoas nos EUA, alguns comentadores, não estão a fazer estas análises por causas dos insultos, mas porque estão verdadeiramente preocupadas. De fora é difícil julgar a saúde mental de alguém e por isso é preciso um pouco de cuidado. Mas penso que se o presidente Trump continuar com estes tweets que temos visto isto começará a ser debatido". No "Guardian", Carol Anderson opina: "E há Trump. Ele não tem o desejo ou a intenção de governar. Ele quer decretar. Onde a sua palavra seja uma ordem. É por isso que ele admira os regimes das Filipinas, da Rússia e da Turquia - e despreza administrações como as de Angela Merkel e Justin Trudeau. (…) É por isso que ele pede lealdade a si e não à Constituição dos EUA. (…) Foi por isso que a sua primeira reunião do governo era uma cena tirada de Pyongyang e não de Washington. Donald Trump fez mais do que dominar à força a CNN num vídeo. Ele atacou a democracia".

No "New York Times", Paul Krugman preocupa-se mais com o comércio global: "Um dos grandes perigos não é que Trump não perceba de comércio internacional. Pior: ele não sabe que não sabe. Segundo o sítio de notícias Axios, Trump, apoiado pelo seu círculo restrito de América Primeiro, está tentado a impor tarifas punitivas nas importações de aço e possivelmente de outros produtos, apesar da oposição da maioria do seu governo. Afinal as acusações de que outros países estavam a ter vantagens sobre a América foi um dos temas centrais da sua campanha. O artigo da Axios diz que a Casa Branca acredita que a base de apoio de Trump gosta da ideia de uma guerra comercial e adorará uma luta. (…) É loucura achar que a América poderia 'ganhar' uma guerra destas".


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