Fernando  Sobral
Fernando Sobral 12 de Outubro de 2016 às 09:33

A libra cai? E o Brexit, fica mais forte?

Theresa May parece ter optado por uma posição dura na questão do Brexit. Com um discurso mais ríspido face à União Europeia que não foi muito bem recebido em Bruxelas.


E que terá colocado grande parte dos países da UE de acordo face às negociações. Como se não bastasse terá insinuado que ia pedir às empresas para facultarem a lista de funcionários estrangeiros, o que causou um tumulto entre os gestores da City e da indústria britânica. Como se não bastasse a acusação feita pelo "chef" italiano Antonio Carluccio no Daily Telegraph que os britânicos arruinaram o "spaghetti bolognese", saíram notícias de que os cofres britânicos sofreriam uma quebra de receitas no valor de 66 mil milhões de libras se o "hard Brexit" fosse avante. Tom Goodenough, no conservador Spectator, discorda: "Alguém pode dizer ao Tesouro que o referendo acabou? Durante a campanha, ficou na História ao produzir a hipótese que o Brexit causaria uma perda de 4300 libras por lar. Era um disparate. Não era só uma aldrabice, era uma aldrabice histórica. As sondagens mostraram que só 17% acreditavam neste número, o mesmo número dos que acreditam que Elvis está vivo." David Davis, o secretário de Estado responsável pelo Brexit, diz no Independent que: "Não é necessário ser membro do mercado comum para negociar com grande sucesso no mercado comum."

Nem todos acreditam nisto. Owen Jones, no Guardian refere: "Precisamos de deixar de chamar-lhe 'hard Brexit'. Está é um Brexit caótico." E acrescenta: "De acordo com relatórios governamentais agora divulgados, se a Grã-Bretanha abandonasse o mercado comum, o choque económico seria potencialmente devastador: 66 mil milhões de libras perdidas pelo Tesouro a cada ano, e uma queda do PIB em 9,5%. A libra já está a colapsar." Já se sabe que, na política, na economia ou no futebol, muitas das previsões só são válidas depois dos resultados. Mas o Brexit caminha mal.


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