Raquel Godinho
Raquel Godinho 23 de janeiro de 2018 às 20:30

Afinal, para que servem as agências de "rating"?

Não há um meio-termo em relação às agências de "rating". São amadas por uns e odiadas por outros. Nos últimos anos, foram muitas vezes acusadas de terem causado a crise financeira.

Esta semana, voltaram ao centro das atenções depois de Espanha ter decidido rescindir com a última grande agência que ainda emitia notas no âmbito de um contrato com o Tesouro espanhol. Este ano, o contrato que tem com a Standard & Poor's, depois de em 2017 ter terminado o contrato com a Fitch e, em 2016, com a Moody's. Vai manter apenas o contrato com a DBRS. Mas, ainda que o país vizinho deixe de pagar para ter a avaliação destas agências, isso não quer dizer que deixará de ser alvo da sua análise, como aconteceu com Portugal que, em 2014, rescindiu o contrato com a S&P. O que motivou, então, esta decisão do Governo espanhol? "Estamos a entrar numa fase de normalização das relações do Tesouro espanhol com os investidores internacionais", começou por dizer Luis de Guindos, em Bruxelas. O ministro espanhol das Finanças frisou que "não se trata de poupança de custos", mas "a dívida espanhola é tão relevante que logicamente não precisa de pagar a nenhuma agência de 'rating'". Para que servem, então, estas agências?

 

Jornalista

pub