Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 24 de janeiro de 2018 às 20:43

Ainda tem o seu dinheiro debaixo do colchão?

Depois de um ano de máximos nas bolsas e ganhos na maioria dos investimentos de risco, ainda faz sentido deixar o dinheiro debaixo do colchão?

A descida das taxas de juro das obrigações para valores negativos e o ambiente de desconfiança nos mercados accionistas levaram muitos investidores, nos últimos anos, a retirarem o seu dinheiro dos activos de risco e a deixarem-no parado em depósitos ou outros activos altamente líquidos, sem rentabilidade. Mas, depois de um ano de máximos nas bolsas e ganhos na maioria dos investimentos de risco, ainda faz sentido deixar o dinheiro debaixo do colchão? Ray Dalio acha que não. Para o fundador do Bridgewater Associate, quem tiver as suas poupanças em liquidez "vai sentir-se muito estúpido". O gestor, citado pelo MarketWatch, antecipa uma nova escalada das acções e argumenta que os investidores fora do mercado vão perder uma oportunidade de ouro. No mercado nacional, muitos investidores já falharam, em 2017, a forte valorização dos fundos de acções nacionais. Estes produtos renderam mais de 22%, mas registaram mais um ano de resgates, com os portugueses a preferirem os produtos do Estado e os depósitos. Mas, se nos últimos anos não havia perda de rendimento, devido a não haver inflação, com os preços a subir, quem quiser manter o dinheiro em activos que rendem menos do que a inflação vai perder poder de compra.

 

Jornalista
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