Matt Brittin
Matt Brittin 08 de novembro de 2017 às 20:40

Android: bom para a inovação na Europa 

Como gosta do seu smartphone? Grande ou pequeno? Topo de gama ou acessível? Que "apps" mais utiliza? Olhe para o telemóvel de qualquer um e verá que não é igual ao seu.

Há 10 anos lançámos o Android, o nosso sistema operativo de código aberto para dispositivos móveis. Na altura, os smartphones eram raros e o nosso objectivo foi torná-los acessíveis a todos - aumentar a escolha e a inovação, estimulando a concorrência. Hoje, há mais de 24.000 dispositivos com Android de mais de 1.300 marcas. Um milhão de "apps" e mais para escolher. Este nível de concorrência, escolha e inovação permitiu até disponibilizar telemóveis de 39 euros. É isto o coração do Android.

 

A sua popularidade não é a única razão para o Android ser notícia. Talvez já tenha ouvido que a Comissão Europeia (CE) colocou várias questões sobre como o Android funciona para fabricantes, programadores de "apps" e para si como utilizador. É claro que estamos a colaborar totalmente para responder - e mostrar como o Android promoveu a concorrência e estimulou o crescimento na Europa.

 

O famoso Tim Berners-Lee disse sobre a World Wide Web: "Isto é para todos" e o Android é absolutamente para todos. Através do Android, qualquer um pode desenhar e colocar um telefone no mercado. Eis o contraste face há 10 anos - antes do Android: apenas 1% das pessoas no mundo tinham smartphone. Hoje, mais de 1,4 mil milhões usam dispositivos com Android.

 

O Android era muito diferente dos sistemas operativos fechados e dos telemóveis comuns na altura. Trabalhando com as empresas da indústria criámos uma abordagem nova e aberta para smartphones. No centro, esteve - e está - um sistema operativo de código aberto, gratuito, que permite a pequenos fabricantes, programadores e operadores móveis inovarem e concorrerem com gigantes da indústria, e, em última instância, beneficiarem os consumidores.

 

A Play Store - onde pode descarregar "apps" para os dispositivos Android - oferece aos consumidores europeus um nível de escolha fantástico e permite às empresas europeias concorrerem a nível global. De facto, 40 das 100 "apps" com mais receitas na Europa e nos Estados Unidos são criadas por empresas europeias.

 

Toda esta actividade tem um impacto económico muito real quando a Europa procura crescimento e construir o seu mercado único digital. O "mobile" contribui com $3.22 triliões para a economia global - 4,2% do PIB. Em Itália, o Android gerou 79.000 novos empregos em programação de "apps". Isto é apenas o início. À medida que mais pessoas têm smartphones, começam a codificar e se envolvem, o sector das "apps" poderá criar sozinho, em 2018, 4,8 milhões de novos empregos na Europa.  

 

Ao contrário de outros sistemas operativos, fabricantes ou operadores móveis podem mexer e customizar o software em si; podem oferecer dispositivos Android com ou sem "apps" da Google - e caso queiram oferecer telefones com "apps" Google pré-instaladas, também não há restrições na pré-instalação de "apps" concorrentes.

 

Escolha é também ser livre para sair e construímos o Android de modo a permitir-lhe desactivar qualquer aplicação pré-instalada, incluindo qualquer uma da Google. Pode substituir a caixa de pesquisa ou um navegador em 30 segundos, com apenas alguns cliques. Se não acredita, repare nos navegadores de internet disponíveis na Play. O Firefox, por exemplo, foi descarregado mais de 150 milhões de vezes da Google Play.

 

Pessoas em todo o mundo usam o Android pela escolha que oferece. Concordamos com a CE que a escolha é criticamente importante e acreditamos que a história do Android - construído para todos - mostra que aumentámos a escolha para os consumidores.

 

Presidente da Google EMEA 

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