Carlos Silva
Carlos Silva 02 de janeiro de 2017 às 17:15

Aprofundar a mudança. Valorizar a concertação social

A abertura ao diálogo social que o Governo revelou neste final de 2016 terá, em 2017, de se estender a outros níveis. Um diálogo que se traduza em respostas concretas para sectores como o financeiro, o dos transportes e a administração pública.
Após a mudança gradual de políticas que se verificou ao longo de 2016, a UGT espera que o próximo ano continue a ser o do aprofundamento de um caminho que, sem esquecer as necessidades de consolidação orçamental e de cumprimento dos compromissos internacionais, tenha como prioridades a promoção do crescimento, a criação de emprego de qualidade, o combate ao desemprego e a implementação de políticas sociais que enfrentem os problemas sérios com que o País ainda se debate após um violento período de ajustamento.

Temos presente que os constrangimentos existentes e o clima de instabilidade internacional obstaram muitas vezes à assunção de medidas mais profundas ou com uma maior celeridade e condicionaram o diálogo social, incluindo em áreas que consideramos centrais.

2016 termina porém com uma tónica extremamente positiva.

A UGT conseguiu um importante compromisso em sede de concertação social, que garantiu que os trabalhadores iniciarão 2017 com um novo salário mínimo de 557€ e que este crescerá nos anos seguintes. 

Mais, conseguimos colocar a negociação coletiva e a precariedade laboral na agenda imediata da concertação social.

A UGT espera que este final de 2016 – que deixou um importante sinal, interno e externo, quanto à real capacidade dos parceiros sociais - se traduza em 2017 numa ainda maior valorização da concertação social, a qual, porventura mais do que nunca, terá de ser reconhecida como sede da construção de uma estratégia de desenvolvimento económico e social do País.

Uma estratégia que deve passar pelo reforço do investimento público e privado, central para garantir o crescimento económico e a intervenção efetiva sobre fatores estruturantes para Portugal como são a qualificação das pessoas, a inovação e a promoção da coesão social e territorial. 
 
Uma estratégia que, sem esquecer matérias tradicionais como a melhoria dos rendimentos, o combate ao desemprego e o alargamento da proteção social, avance naquela sede para uma discussão com uma maior transversalidade de áreas menos exploradas, como a justiça fiscal.

A abertura ao diálogo social que o Governo revelou neste final de 2016 terá, em 2017, de se estender a outros níveis. Um diálogo que se traduza em respostas concretas para sectores como o financeiro, o dos transportes e a administração pública.

A abertura ao diálogo social que o Governo revelou neste final de 2016 terá, em 2017, de se estender a outros níveis. Um diálogo que se traduza em respostas concretas – construídas por via de uma negociação efetiva com os sindicatos - para sectores que são estruturantes para o País e em que o Estado, direta ou indiretamente, tem particulares responsabilidades, como a administração pública, o sector financeiro ou os transportes. 

Devemos ainda dar realce, porque se tratam de um momento marcante da nossa vida democrática, às eleições autárquicas de 2017, relembrando aqui a relevância que a administração local assume para a realização de uma sociedade mais coesa e para o desenvolvimento de políticas de proximidade. É um momento que os cidadãos deverão valorizar com o seu voto.

Por fim, para a UGT, 2017 será sempre indissociável da realização do seu XIII Congresso, que terá lugar no Porto a 25 e 26 de Março.

Será um Congresso que, sendo marcado pela recandidatura do atual Secretário Geral, trará decerto – como qualquer Congresso - mudanças no seio da Central.

No entanto, será indubitavelmente mais um momento de reafirmação daquela que é a matriz fundacional da UGT, podendo os trabalhadores e trabalhadoras estar certos de que a UGT continuará – em 2017 e nos anos vindouros - na linha da frente da defesa dos seus direitos, das suas liberdades e dos compromissos que contribuam para um Portugal em que o progresso, a justiça e coesão social sejam uma realidade.
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mais votado Anónimo 03.01.2017


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Ladrões PS- PCP- BE - 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


MAIS UM ORÇAMENTO CRIMINOSO DA GERINGONÇA E DOS SEUS APOIANTES.

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Anónimo 03.01.2017


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Anónimo 02.01.2017

Este senhor nao passa de um oportunista que nada faz na posição que ocupa. ..com mtos interesses mas nenhum em defesa dos trabalhadores

Arménio Rocha 02.01.2017

Pau de dois bicos.

José Martins De Zinolhos 02.01.2017

Os idiotas úteis. Sindicatos em via de extinção procuram lugar na vitrina da história.

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