Fernando  Sobral
Fernando Sobral 29 de agosto de 2017 às 09:52

As conversações sobre o Brexit e a reforma de Schäuble

Há uma data de que todos falam: 19 e 20 de Outubro: Nesse dia os chefes de governo da UE reúnem-se no Conselho Europeu para analisar se houve um avanço nas negociações sobre a saída do Reino Unido ou não.

Nela se falará então da relação comercial entre ambos após 2019, a data do divórcio anunciado. Durante um ano Londres pressionou para que as negociações sobre a saída da UE e as relações comerciais futuras decorressem em paralelo. Bruxelas disse que não. Chegou-se à conclusão que se existissem avanços significativos na primeira, se avançaria para a segunda. Veremos.

Ontem começou a nova ronda de negociações. Peter Altmaier, braço-direito de Angela Merkel, disse, num colóquio para economistas e prémios Nobel, que não se pode aspirar a um acordo em que todos ganhem. Mais: "Um dos meus colegas do governo britânico veio em Janeiro a Berlim e disse-me: Arranjaremos uma situação benéfica para todos, para sairmos deste imbróglio. Perguntei-lhe como é que isso se podia fazer. Se um casal está casado há 30 anos e tem filhos, casa, cão, carros e se divorciam, como se chega a uma situação win-win? Chegaremos, mas temo que só será uma situação benéfica para os advogados". Todos os que estavam na sala riram. Na Inglaterra, O principal porta-voz do Labour, Keir Starmer escreveu que a posição do seu partido (até agora muito confusa), é que o Reino Unido deve manter-se no mercado único durante um período de transição. No Guardian, Zoe Williams escreve: "A nova distinção não é entre Brexit duro e Brexit suave. É entre um Brexit infantil e um Brexit adulto".

Entretanto as eleições alemãs aproximam-se. E, no Politico, Ryan Heath refere que Wolfgang Schäuble não diz se continuará ministro das Finanças. Escreve: "A premissa por detrás das questões é que Schäuble tem 75 anos e é uma figura detestada fora da Alemanha. E se a alternativa não é a retirada mas uma promoção no executivo?" E diz que uma teoria pouco provável é que ele poderia sair se fosse para presidente do Eurogrupo.
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