Fernando Ilharco
Fernando Ilharco 25 de janeiro de 2018 às 20:03

As duas chaves da liderança

Há décadas que o estudo da liderança deixou de fixar-se na personalidade, no ser assim ou assado, na velha ideia de a liderança ser algo de inato, de que há quem tenha nascido para liderar.

A personalidade, evidentemente, é importante, mas há outros aspectos relevantes. Entre eles, a vontade de aprender a ser líder e a necessidade de o ser.

 

No dia-a-dia, um líder pode comportar-se de muitas maneiras: estar focado nas tarefas, nos "deadlines", nos detalhes; preocupar-se com a competência técnica, dele e dos outros; estar atento ao orçamento; estar preocupado com o poder, os cargos, as nomeações; etc. Muitos podem ser os comportamentos. Mas só dois deles são as chaves para uma liderança eficaz: o foco constante nas tarefas, nos pormenores, nos objectivos; e o foco permanente no bom relacionamento, na empatia, na motivação, no envolver os outros.

 

Cada um de nós terá mais facilidade em focar as tarefas ou o relacionamento. Por exemplo, quem for mais personalidade tipo A - movido por um sentido de urgência, focado em objectivos - mais facilmente será um líder de tarefas. Quem for mais personalidade tipo B - focado no bom ambiente, na empatia - mais facilmente será um líder de relacionamento.

 

Os dois tipos de líderes tendem a ser eficazes; mas às vezes não são. Não adianta muita motivação se os objectivos falharem. E por vezes uma forte pressão para atingir os objectivos pode deitar tudo a perder. Por isso, depende. Mas sendo a liderança um fenómeno comportamental, pode sempre aprender-se a ser melhor líder. O desafio de fundo é o de ser capaz de levar a cabo os dois tipos de comportamentos; de simultaneamente estar focado no relacionamento e nas tarefas. É a liderança mais eficaz, a chamada liderança integral.

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