Fernando  Sobral
Fernando Sobral 26 de julho de 2017 às 10:02

As férias do Parlamento Europeu e a próxima crise

As relações entre Jean-Claude Juncker e Antonio Tajani, o presidente do Parlamento Europeu, não ficaram as melhores depois de o presidente da CE ter "explodido" no plenário, chamando "ridículos" aos parlamentares.

É um jogo de poder, que como é óbvio muito interessa os cidadãos europeus. Agora Tajani veio dizer a Juncker, segundo a interpretação do Politico: "Não nos chateies, estamos de férias." Tajani deixou claro que ele e os outros eurodeputados só voltam em Setembro, para recuperarem destes meses tão difíceis e duros. O Parlamento poderia ser necessário se a Comissão quisesse transferir dinheiro entre os orçamentos. Assim não poderá fazê-lo. E foi isso que Tajani escreveu a Juncker: "Gostaria de informá-lo de que, como é costume, o Parlamento Europeu não terá sessões plenárias nem comissões durante o período entre 12 de Julho e 30 Agosto." Boas férias, há que desejar-lhes.

Enquanto isso, o Brexit ferve. Matthew Lynn, no Spectator, diz: "Alguns começam a descrever a Grã-Bretanha como o 'homem doente da Europa'. (…) O problema é que é difícil levar o FMI demasiado a sério. É um terrível previsor. Para mais ainda não percebeu muito bem a economia do Brexit. Até que o faça ninguém lhe vai dar muita atenção."

Mas, no meio deste debate, há que ter atenção ao que escreve Helen Thompson na Prospect: "As crises financeiras são uma parte inexorável da história das civilizações e deste a 'mania das túlipas' no século XVII são provocadas pelo rebentamento de bolhas. (…) A História diz-nos que as bolhas acabarão por rebentar. Mas não nos diz quando. E certamente não nos diz o que acontece quando os bancos centrais criaram a bolha - para escapar da última crise, de que ainda não têm a certeza de que já tenhamos escapado."


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