Fernando  Sobral
Fernando Sobral 09 de fevereiro de 2017 às 10:00

As guerras de Trump. Juízes e imprensa que se cuidem

Há momentos em que tudo parece correr bem a Donald Trump. Os Patriots venceram o Superbowl. E Robert Kraft, o dono do clube, Bill Belichick, o treinador, e Tom Brady, a estrela maior, são amigos de Trump.
E, no Senado, conseguiu ver Betsy DeVos passar o exame apesar da oposição cerrada dos democratas que vislumbram nesta escolha, de alguém não qualificado para o cargo, mais uma prova que Trump, por razões ideológicas, quer destruir as agências federais que gerem sectores vitais da sociedade. No "New York Times", Ross Douthat escreve: "Porque é que os democratas lutaram de forma tão firme (contra DeVos)? Porque neste caso particular as regras da política normal antes de Trump ainda se aplicam. (…) Primeiro, quando os grupos de interesses falam, os políticos ouvem - e os sindicatos de professores são mais poderosos nos círculos democratas, com mais dinheiro e crédito, do que muitos grupos que lideram a carga contra os nomeados e políticas de Trump. (…) O fervor da oposição reflecte o Partido Democrata no seu pior: generoso na defesa da burocracia e dos seus empregados, mais excitado nas causas caras à classe média-alta do que aos interesses dos pobres".

No "Washington Post", o antigo jornalista Sanford J. Ungar observa, sobre o ataque cerrado de Trump aos media: "Os jornalistas americanos - os genuínos que rejeitam os 'factos alternativos' e dizem a verdade sustentada na face do poder - surgem como a única genuína protecção contra a autocracia e a tirania. Longa vida à oposição real". Na "Newsweek", Robert Reich vai mais longe: "Nenhum outro presidente tentou intimidar juízes. Nenhum questionou a legitimidade dos tribunais. O sector judicial, a imprensa e os estados são os últimos bastiões da resistência a Trump. Por isso ele está a aumentar os ataques a eles. Trump não quer resistência. Quer controlo total".



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comentários mais recentes
eduardo.santos 10.02.2017

TRAMP .. .. - O homem é o ser mais imprevisibel que habita esta terra que temos ........O carater do novo chefe do Mundo nunca foi de de um perdedor. Assim eu tenho a opinião de que devemos chama-lo a atenção brandamente, mas com firmesa.

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