Raquel Godinho
Raquel Godinho 15 de janeiro de 2018 às 20:45

As novas regras dos mercados já fazem baixas

No arranque de 2018 deveria ter sido transposta a DMIF II (Directiva dos Mercados Financeiros). Em Portugal, isso ainda não aconteceu, mas alguns países europeus já o fizeram.

E estas novas regras dos mercados têm provocado um intenso debate ao longo dos últimos meses. Este fim-de-semana, em entrevista ao Financial Times, o presidente do Nomura revelou que, depois de o banco de investimento ter abandonado o serviço de "research" na Europa, prepara-se para reavaliar a sua actividade no Japão e nos EUA. Koji Nagai frisou que as reformas impostas pela nova directiva europeia acabaram por se traduzir no fim dos departamentos de "research" no Velho Continente, pois o banco não é "uma instituição de caridade" e não pode divulgar "research" sem custos. "Já deixámos de oferecer o serviço de 'research' na Europa. Provavelmente não há vantagem em proporcionar o serviço nos EUA", adiantou ao jornal. E, continuou Koji Nagai, ainda que a directiva seja europeia, o impacto que pode ter nos investidores internacionais leva a que a DMIF II deva ser tratada como um assunto global. O banco japonês é, assim, o primeiro a assumir publicamente a necessidade de reestruturação em consequência da DMIF II. Quem se seguirá?

 

Jornalista

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mais votado DMIF II: dores de cabeça, mas...ainda é pouco ! 15.01.2018

As Gestoras de Fundos deveriam ser obrigadas a ter uma contabilidade de custos.
Isto de forma que os Supervisores pudessem verificar:
1-Por um lado, não estarem os Investidores a serem enganados sendo-lhes cobradas comissões correspondentes ao que lhes é afirmado ou insinuado como sendo gestão dita ativa, quando na realidade é praticada uma gestão passiva (ou praticamente passiva), podendo ser 10 vezes menos onerosa, induzindo o Investidor a comprar “gato por lebre”;
2-Por outro lado, que as comissões cobradas não representem taxas de lucro exorbitantes em relação aos capitais regulamentares exigidos, não ultrapassando aquelas um tecto de razoabilidade estabelecido por exemplo em relação ao valor médio na UE.
Também os Supervisores deveriam ser obrigados a verificar se de facto, na informação prestada aos Investidores, não há omissão de riscos significativos, porventura conhecidos dos gestores, mas passando desapercebidos ao comum dos Investidores sem formação especializada.

comentários mais recentes
O que era preciso em Portugal : 16.01.2018

1- Forte concorrência entre as Gestoras de Fundos estimulando esforço de satisfação dos investidores no domínio das:
-Maiores rendibilidades;
-Menores comissões;
-Melhor variedade e adaptabilidade ao perfil de risco do investidor e ás suas ideias próprias do que são fatores de êxito.
2-Esforço da Imprensa no domínio da informação sobre Fundos, principalmente sobre pacotes multi-gestoras estruturados no sentido de maximizar a relação rendibilidade/risco;
3-Representação oficial dos interesses dos Investidores (como contribuintes quase exclusivos dos 22 mlhões de € que a CMVM está a custar), com combatividade, e nunca com lógica de “tacho”.
4-Esforço intenso de apoio e informação aos Gestores de Conta dos bancos, os agentes estratégicos para a elevação do nível de literacia financeira em Portugal.
5-Deliberado aproveitamento oficial das potencialidades da Gestão de Ativos para estimular a Poupança, numa tentativa de se incrementar o seu atualmente baixo valor em Portugal.

DMIF II: dores de cabeça, mas...ainda é pouco ! 15.01.2018

As Gestoras de Fundos deveriam ser obrigadas a ter uma contabilidade de custos.
Isto de forma que os Supervisores pudessem verificar:
1-Por um lado, não estarem os Investidores a serem enganados sendo-lhes cobradas comissões correspondentes ao que lhes é afirmado ou insinuado como sendo gestão dita ativa, quando na realidade é praticada uma gestão passiva (ou praticamente passiva), podendo ser 10 vezes menos onerosa, induzindo o Investidor a comprar “gato por lebre”;
2-Por outro lado, que as comissões cobradas não representem taxas de lucro exorbitantes em relação aos capitais regulamentares exigidos, não ultrapassando aquelas um tecto de razoabilidade estabelecido por exemplo em relação ao valor médio na UE.
Também os Supervisores deveriam ser obrigados a verificar se de facto, na informação prestada aos Investidores, não há omissão de riscos significativos, porventura conhecidos dos gestores, mas passando desapercebidos ao comum dos Investidores sem formação especializada.

Alfon 15.01.2018

No meu banco já entrou em vigor. Não estou a ver acontecer alguma coisa.

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