Tiago Freire
Tiago Freire 28 de setembro de 2017 às 09:31

Auf wiedersehen, Herr Schäuble

A notícia ecoou por toda a Europa e não só. Wolfgang Schäuble, o todo-poderoso ministro das Finanças da Alemanha, não fará parte do próximo Governo de Angela Merkel.

Schäuble será presidente do Bundestag, e formalmente será a segunda figura do Estado alemão, apenas abaixo do Presidente Frank-Walter Steinmeier e acima da própria Merkel. No entanto, a verdade é bem diferente. O poder será necessariamente menor, para alguém que, ao longo dos últimos oito anos, teve mais poder do que muitos chefes de Estado da Europa.

No New York Times, Jack Ewing olha para o futuro de Schäuble nas suas novas funções. "Irá supervisionar as sessões parlamentares e será responsável por manter a ordem, algo que pode não ser um emprego fácil", afirma, lembrando que a câmara estará mais fracturada e contará com a ruidosa presença da extrema-direita.

Birgit Jennen assina, a três, a análise ao tema na Bloomberg . Sendo inegável que a sua saída "marca uma viragem" para a própria Merkel, defende, é preciso esperar para ver o que mudará na política e na estratégia alemã, que pode não ser muito. "A emergência dos democratas livres como potenciais parceiros de coligação com Merkel, com os olhos no posto das Finanças, significa que é improvável uma mudança significativa de política", diz a Bloomberg.

Na edição europeia do Politico, Pierre Briançon analisa em cinco pontos o discurso de Emmanuel Macron na Sorbonne sobre o futuro da União. Destacando, naturalmente, a ligação entre França e a Alemanha. Perante a indefinição em Berlim, Macron foi, de certa forma, minimalista, apostando em sugestões que poderão ser desenvolvidas em conjunto com a Alemanha, mais tarde. "Para Macron, a participação da Alemanha na sua visão da Europa parece ser mais importante, para já, do que a concordância desta com os seus planos para a Zona Euro", defende Briançon.


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