Rui Barroso
Rui Barroso 18 de janeiro de 2017 às 20:05

Banca dos EUA vai do pântano aos ganhos com Trump 

Primeiro, a banca esteve com um pé atrás em relação a Trump. Mas desde as eleições retiram os frutos das promessas de Trump de menos regulação, impostos mais baixos e das expectativas de subida dos juros.

Trump fez de bancos como o Goldman Sachs campo de recrutamento para lugares de topo na sua administração. Isto depois de na campanha ter dito que Wall Street era um dos pântanos que tinham de ser drenados.

Já os banqueiros, que têm visto as acções e os lucros a subir, desfazem-se em elogios ao Presidente eleito. Jamie Dimon, o líder do JPMorgan que já foi apelidado por Trump como o pior banqueiro dos EUA, disse que o Presidente eleito está a fazer o que é melhor para o país. Lloyd Blankfein, o presidente do Goldman Sachs, disse que se pode estar no início de um novo ciclo. E os resultados estão já a capitalizar o efeito Trump.

Na semana passada, o JPMorgan mostrou uma subida de 30% no lucro do último trimestre para 6,7 mil milhões de dólares. Esta quarta-feira, o Goldman anunciou que triplicou os resultados para 2,35 mil milhões de dólares. Muito à custa das receitas das divisões de negociação, alimentadas pelo novo ânimo dos mercados, após as eleições. Afinal, alguns dos obstáculos do sector aparentam estar a ser drenados.

 

Jornalista

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