Rui Barroso
Rui Barroso 20 de março de 2017 às 20:48

Banca islandesa, a nova aposta do Goldman

O país dos vulcões tentou erguer o seu sector financeiro das cinzas após as violentas erupções da crise financeira.

E há investidores de peso a apostar em bancos islandeses, após Reiquejavique ter anunciado que iria levantar as medidas de controlo de capitais que se seguiram ao colapso dos seus maiores bancos. Com a limpeza do sector praticamente concluída, o Goldman Sachs e vários "hedge funds" entraram no capital do Arion Bank, a entidade financeira que absorveu os activos domésticos do falido  Kaupthing Bank. O maior accionista do banco vendeu uma posição de 10%, sendo que entidades relacionadas com o Goldman Sachs ficaram com 2,6% da entidade financeira e a opção de comprarem mais antes de uma eventual entrada em bolsa. Bjarni Benediktsson, o primeiro-ministro islandês, disse à Bloomberg que este é "um grande marco" no processo de solução para os bancos falidos. Apesar disso, os "hedge funds" que apostam no banco e a própria Goldman Sachs têm um histórico de fazer apostas arriscadas. Mas com um rácio de capital de 26,5% e com as agências de "rating" a avaliar o Arion Bank acima de "lixo", a convicção aparenta ser a de que a banca islandesa é agora um vulcão extinto.

 

Jornalista

A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar