Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 02 de fevereiro de 2017 às 20:24

Bancos centrais saem de cena, entra Trump

Durante o pico da crise financeira foi a intervenção conjunta dos principais bancos centrais mundiais que ajudou a segurar as quedas avultadas nos mercados financeiros.

E, desde então, foram fundamentais para estancar o pessimismo e garantir a liquidez do sector financeiro. Independentemente das críticas sobre os efeitos nefastos do ambiente de juros negativos, todos reconhecem que instituições como a Reserva Federal dos EUA, o Banco Central Europeu ou o Banco do Japão foram determinantes durante os anos de crise. Mas, estas entidades estão a perder protagonismo. Tal como admitiu o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, depois da reunião desta quinta, "estamos a chegar aos últimos segundos dos 15 minutos de fama dos bancos centrais". E não é pelos melhores motivos. Segundo um artigo da Business Insider, estas instituições apenas estão a sair de cena devido ao novo Presidente norte-americano. Desde a sua tomada de posse, Donald Trump tem sido notícia diariamente, seja para suspender acordos assinados por Barack Obama, seja para impedir a entrada de cidadãos de um conjunto de país. Perante isto, talvez fosse melhor ter as taxas de juro a fazer manchetes de jornais.

 

Jornalista

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