Rui Barroso
Rui Barroso 13 de agosto de 2017 às 20:40

Bancos não sabem quanto cobrar pelos "researchs"

Quanto vale ter o serviço de "research" financeiro? É a pergunta que bancos e investidores fazem antes de a nova directiva dos mercados financeiros (DMIF II) entrar em vigor.
A União Europeia quer limitar os intermediários financeiros a distribuir gratuitamente aos clientes os "researchs" que produzem. Têm de estabelecer o valor de uma comissão para esse serviço. A ideia é assegurar uma maior transparência.

Para assegurar, por exemplo, que entidades que tenham analistas autores de "researchs bestsellers" não sejam escolhidas com base nesse critério, mas sim tendo em conta o preçário e a capacidade de execução das ordens necessárias ao cliente. Mas teme-se que esta medida resulte em maiores custos, o que levará a uma menor procura por estas análises, diminuindo os "researchs" produzidos.

Entre os grandes bancos de investimento não há consenso do preço a aplicar, já que valores baixos podem ser entendidos como uma forma de contornar as regras. Mas os preços que estão a ser fixados são de dezenas de milhares de euros por ano. A medida até tem como objectivo proteger os investidores. Mas acaba por diferenciar ainda mais os meios que os grandes e os pequenos têm ao dispor para aceder a informação financeira. E, em última análise, para contribuir para um desinvestimento nas unidades de "research". 


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5640533 14.08.2017

Que coisa estúpida...