Rui Barroso
Rui Barroso 03 de agosto de 2017 às 20:55

Bater as previsões dos analistas já não é o que era

É o novo normal nas bolsas americanas. Nas épocas de apresentações de resultados, a grande maioria das cotadas divulga lucros e vendas acima do estimado pelo mercados.

E os investidores habituaram-se de tal forma a que as cotadas pulverizassem as estimativas, que já nem premeiam as empresas com números trimestrais acima do esperado. Segundo dados da consultora Beskope, citados pelo Wall Street Journal, em média, as acções das empresas que conseguiram bater as estimativas sobem apenas 0,38% na sessão que se segue à divulgação das contas. E houve cotadas como o JP Morgan, o Citigroup, a Alphabet e o eBay que, mesmo com números acima do previsto, desceram de valor. Bater as estimativas é a fasquia mínima colocada pelos investidores. E as empresas que não se consigam aproximar das previsões feitas que se cuidem. Em média, as acções dessas cotadas perdem 3,43% na sessão que se segue à apresentação de resultados. O mercado até pode parecer implacável. Mas essa reacção de castigar os que falham e de não premiar os que surpreendem pode ser um sinal de cautela numa altura em que as bolsas renovam máximos e negoceiam com rácios de avaliação acima da média histórica.

 

Jornalista

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