Rui Barroso
Rui Barroso 08 de agosto de 2017 às 20:20

Bolsa sem lugar ao sol no "boom" do turismo

O peso das exportações de turismo no PIB é cada vez maior. É já cerca de 7% da economia. Mas, na bolsa, o peso é de praticamente zero, com a Sonae Capital a ser uma das excepções.

Costuma dizer-se que o mercado de capitais é o reflexo da economia. Mas apesar da recuperação económica não há sinais de novas entradas em bolsa que venham animar um mercado que não tem o número de empresas com dimensão suficiente para totalizar as supostas 20 vagas do PSI-20. Nem no sector do turismo se vislumbra que as maiores operadoras escolham uma ida para a bolsa. O peso das exportações de turismo no PIB é cada vez maior. É já cerca de 7% da economia. Mas, na bolsa, o peso é de praticamente zero, com a Sonae Capital a ser uma das excepções. Até houve outras empresas do sector a dar alguns passos no contacto com o mercado. Em 2015, por exemplo, o Grupo Pestana emitiu 27,5 milhões de euros em obrigações. Mas o passo seguinte aparenta ser improvável. Recentemente, José Theotónio, presidente-executivo do Pestana, disse que "se fôssemos cotados a nossa estratégia ficaria muito prejudicada". Considerou que "hoje os mercados financeiros só pensam no curto prazo". Já  a Douro Azul até equaciona uma ida para o mercado. Mas a fazê-lo será no estrangeiro. A bolsa nacional não se conseguiu afirmar como um destino desejado por estas empresas. E perde assim o "boom" de um sector que lhe poderia dar um bom lugar ao sol.

 

Jornalista

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