Camilo Lourenço
Cabecinhas tontas
01 Julho 2012, 23:30 por Camilo Lourenço | camilolourenco@gmail.com
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Havia muito para discutir no fim-de-semana: o "apertão" a Angela Merkel na cimeira europeia; como é que o EFSF e o ESM vão intervir nos mercados e recapitalizar os bancos?
Havia muito para discutir no fim-de-semana: o "apertão" a Angela Merkel na cimeira europeia; como é que o EFSF e o ESM vão intervir nos mercados e recapitalizar os bancos? A recapitalização de bancos irlandeses e portugueses conta para a dívida pública? Espanha e Itália vão ser fiscalizados como Portugal, Irlanda e Grécia? Enfim, coisas de somenos importância para a nossa brilhante classe política, que preferiu pegar em guerras locais e elevá-las a nacionais: o presidente da Câmara do Porto e o de Matosinhos contestaram o adiamento da nomeação da Administração da Metro do Porto (ainda se fosse do Metro de Berlim…); Macário Correia lembrou que "as empresas públicas torram milhões de euros, mas continuam a receber excepções atrás de excepções, atenuando a austeridade que devia ser para todos" (tomara as autarquias fazerem as reformas em curso nas empresas públicas…).

E quando se esperava que as lideranças nacionais não se envolvessem na bacoquice das guerras locais, Tó Zé Seguro borrou a pintura: pegou na Metro do Porto e transformou-a na principal bandeira do "comício" no Porto.

São coisas como esta que levam a pensar que com estes políticos não vamos lá: os autarcas de PSD e PS estão mais preocupados com as autárquicas de 2013 do que com o país; Tó Zé Seguro agarra-se a qualquer bóia para criticar o governo…

Que os autarcas se preocupem com nomeações para empresas locais em vez do verdadeiro problema (a Metro do Porto deve 2,5 mil milhões!!) é uma vergonha; que os autarcas não queiram mudar um modelo de gestão que colocou as autarquias a dever 10 mil milhões é outra. Mas que Seguro não saiba identificar os verdadeiros problemas do país, é preocupante.

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