Jorge Fonseca de Almeida
Jorge Fonseca de Almeida 12 de setembro de 2017 às 18:44

Cartazes eleitorais

O debate de ideias, projetos e programas políticos, a par com a aferição da qualidade e capacidade dos candidatos propostos, é o âmago da democracia e o centro de uma campanha eleitoral.

Para levar a sua mensagem aos eleitores, as várias forças políticas em presença utilizam diversos meios de comunicação. Um deles é o cartaz de várias dimensões.

 

Nas últimas décadas, o cartaz eleitoral tem assumido cada vez mais um papel de divulgação dos candidatos e da sua mensagem principal.

 

Limitado pelo tamanho e colocação, normalmente no exterior, ladeando uma rua de tráfego, automóvel ou pedonal, intenso, longe do transeunte ou automobilista, o cartaz deve ser concebido para que a sua mensagem seja inteligível para quem o vê de relance durante apenas escassos segundos.

 

Assim não surpreende que o cartaz, outrora desenhado para o peão pachorrento e contendo uma miríade de elementos (ver cartaz usado na eleição americana de McKinley, em que o retrato do candidato surge rodeado de belos e coloridos desenhos decorativos), tenha evoluído para algo simples e direto, que hoje se tornou regra e dirigido ao automobilista consciencioso ou ao transeunte apressado.

Esta versão moderna aponta para que o "outdoor" político contenha hoje um mínimo de elementos no sentido de facilitar a rápida e completa apreensão da sua mensagem. Veja-se abaixo os dois cartazes das eleições presidenciais francesas, que se centram na fotografia do candidato acompanhada da sua mensagem política principal resumida num slogan.


O leitor fica assim dotado de um critério para aferir a eficácia dos cartazes com que hoje se depara em plena campanha eleitoral autárquica. Existem elementos que não consegue ler ou destrinçar? Imagens supérfluas ou decorativas? Consegue apreender o conteúdo a uma distância considerável e em movimento, quando passa de carro, de comboio ou a pé em passo apressado?

 

Procure confirmar ou infirmar a teoria de que quanto menos elementos tiver o cartaz ou "outdoor", melhor se consegue apreender.

 

Economista


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