Raquel Godinho
Raquel Godinho 19 de junho de 2017 às 20:33

China continua a deixar investidores de olhos em bico

O último ano foi repleto de acontecimentos que, ao longo de semanas, foram preocupando os mercados.

O referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, as eleições nos EUA e em alguns países europeus, a incerteza sobre a política monetária da Reserva Federal e outros bancos centrais. Alguns dos temas continuam a causar tensão nas bolsas. Mas não estão sozinhos. Há quem acredite que, dois anos depois de ter provocado fortes quedas nas bolsas mundiais, a China continua a ser fonte de preocupação. O New York Times explicava, no início da semana, que há novos receios em torno deste país. Os gestores de fundos consultados pelo Bank of America/Merrill Lynch, em Maio, apontaram a China como a potencial principal causadora de uma surpresa desagradável para os mercados pela primeira vez desde Janeiro de 2016. A dívida é a principal fonte de preocupação. Segundo o BIS, o banco central dos bancos centrais, a dívida pública representava 257% do PIB, no final de 2016, o que compara com os 152% do final de 2007. Kevin Smith, presidente da gestora de activos Crescat Capital que está a apostar na queda dos activos chineses, acredita que "as pessoas não estão verdadeiramente a olhar para o potencial de bolha. E a bolha só está a ficar maior." Terá razão?   

 

Jornalista

A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub