Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 09 de outubro de 2017 às 20:28

Comissões à medida ou modo sobrevivência? 

As comissões dos fundos têm gerado um aceso debate junto dos investidores. De um lado, as reduzidas comissões dos fundos de índice, os ETF, estão a seduzir cada vez mais clientes.

Do outro, as gestoras de fundos activos tentam travar a saída de dinheiro para produtos de gestão passiva, argumentando que os custos associados são justificados pelos desempenhos, ainda que nem sempre os retornos reflictam o custo adicional associado a estes fundos. Para responder a este desafio, a Fidelity introduziu um novo modelo de comissão de gestão, que oscila em função dos resultados do fundo. A gestora vai acrescentar uma nova classe de acções às já existentes nos seus fundos de acções de gestão activa, com uma comissão de gestão mais baixa do que as actuais. Mas este encargo não será estático. Aumentará ou diminuirá, em função do desempenho do fundo, face ao índice de referência. Caso o gestor consiga entregar ao investidor um retorno superior ao índice, a comissão também será mais elevada. Mas, se o fundo igualar ou ficar aquém do índice, então a comissão será mais baixa. Uma espécie de comissão à medida dos desempenhos, numa indústria que enfrenta um adversário de peso: o próprio mercado.

 

Jornalista

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