Raquel Godinho
Raquel Godinho 14 de janeiro de 2018 às 19:45

Como a China abalou o mercado de dívida

Na semana passada, foram publicadas notícias que davam conta de que a China estaria a ponderar reduzir ou até travar as compras de dívida dos EUA.

Notícias que tiveram um forte impacto no mercado de dívida, com os juros, sobretudo da dívida norte-americana, a subirem. 45% da dívida americana é detida por investidores estrangeiros: a China tem 18,7%, o Japão 17,2% e a Irlanda 5%. E se a China vendesse dívida da maior economia do mundo acabaria por levar a uma subida do custo de financiamento desta economia, ao mesmo tempo que o banco central já iniciou o ciclo de subida das taxas de juro.

 

As autoridades chinesas acabaram, horas mais tarde, por desmentir estas notícias, acalmando o movimento de subida dos juros. Mas, apesar do desmentido, a China pode mesmo acabar por ser confrontada com a necessidade de vender esta dívida quando se iniciar o movimento de subida das "yields" das obrigações dos EUA, e consequente queda dos preços, que alguns bancos de investimento têm antecipado.

 

E, sublinha o "Cinco Días", a China frisou que está a diversificar as suas reservas em moeda estrangeira, para que estas não percam valor. Os investidores vão, assim, continuar atentos às decisões da China.

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