Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 01 de fevereiro de 2017 às 20:08

Como a gestão passiva está a dar poder aos activistas

A indústria de fundos de investimento está a mudar, com os fundos de gestão passiva a ganhar cada vez mais adeptos. O trunfo das baixas comissões e a elevada liquidez tem alimentado uma forte procura por ETF, fundos que replicam o desempenho de um índice.

E, enquanto os fundos registaram subscrições negativas em 2016, os ETF ultrapassaram os 3,5 biliões de activos sob gestão.

Esta é uma tendência que apenas tenderá a crescer - a EY estima que estes produtos atinjam os seis biliões nos próximos três anos - e que está a ter repercussões na gestão das empresas e no impacto que os investidores activistas têm nas decisões da administração. É que o facto de haver mais accionistas "sem cara" acaba por dar mais poder aos activistas.

A conclusão é de um grupo da Lázard, que tem como objectivo calcular qual a percentagem dos títulos detidos por fundos, ETF ou outros veículos da gestão de activos. "Tornou-se muito mais fácil para os activistas influenciar a base de accionistas, porque têm cada vez menos accionistas com quem têm de falar", diz Jim Rossman, responsável por esta pesquisa.

Por isso, é fundamental à gestão das empresas colocar as gestoras do seu lado. Mas, não está assim a gestão passiva a interferir nos investimentos?

 

Jornalista

A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar