Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 22 de agosto de 2017 às 21:40

Como o eclipse solar faz girar as acções

De olhos postos no céu. Assim é sempre que a Lua assume uma posição em que tapa o Sol, cortando a luz solar. E foi precisamente este fenómeno que ocorreu nos EUA esta segunda-feira.

Mas, o que tem o eclipse solar a ver com as acções? À partida nada, mas um estudo divulgado pela LPL Financial e citado pela Business Insider mostra que as acções norte-americanas subiram, em média, 17,2%, no ano a seguir aos EUA terem registado um eclipse solar total. De acordo com a mesma fonte, a última vez que este fenómeno ocorreu foi em 1991, período após o qual as acções valorizaram 9,9%. "A história mostrou-nos que desde 1900, qualquer altura em que se viu um eclipse solar total nos EUA, os preços das acções subiram", escreveu o estratego da LPL Financial, Ryan Detrick. Mas, este é apenas mais um estudo a juntar a tantos outros, que tentam associar o comportamento das acções a determinados eventos. Certo é que o S&P 500 vive um "bull market" que dura há oito anos e meio e, com eclipse ou sem eclipse, é bom que os investidores mantenham os olhos bem abertos, pois um ciclo de ganhos que dura há tanto tempo pode começar a inverter a qualquer momento. E o sistema solar não é o melhor indicador para medir o potencial de subida das acções.

 

Jornalista

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