Alexandre Real
Alexandre Real 04 de julho de 2017 às 20:15

Criatiíder

Se há consenso na doutrina, é que as/os lideres são geralmente os propulsores da visão da sua equipa.

São aquelas/es que energicamente contribuem e alimentam uma visão que é partilhada pelos seus seguidores.

 

Algo que é muitas vezes descurado é a importância da criatividade na liderança, a aptidão para inventar e criar algo de novo é fundamental para que a/o líder exerça influencia sobre os seus liderados.

 

Em tempos chegou-se a apregoar que para se ser um/a bom/a líder deveríamos ser pessoas frias, racionais, calculistas e não manifestarmos as nossas emoções. Hoje este paradigma está completamente refutado, o exercício de uma liderança autêntica é muito mais eficaz. O poder hoje não está nos/as lideres mas sim nos seguidores, é a chamada seguidança que determina a nossa liderança. Para o exercício de uma liderança sustentável é fundamental o reconhecimento e o empoderamento por parte dos nossos seguidores.

 

Uma das chaves para mantermos " a chama acesa" é a criatividade, é um elixir que ajuda os nossos seguidores a manterem-se curiosos e energicamente à espera de novas ideias/conceitos. Do ponto de vista da criatividade Steve Jobs personalizou o que é ser um líder criativo, muitas das ideias de insucesso e de sucesso da Apple partiram da sua cabeça. O curioso é que os seus seguidores perdoaram sempre as suas ideias que não obtiveram sucesso e empolaram em muito as suas ideias de sucesso.

 

Um/a líder sem ideias novas não cria um ambiente motivador para as suas organizações, neste sentido não há que ter medo ou receio de falhar quando temos ideias novas, sabemos de antemão que nem todas as ideias são exequíveis e muitas até dependem mais do contexto do que de outras varáveis, no entanto é positivo existirem lideres com coragem para serem disruptivos.

 

Os nossos seguidores dentro de certos parâmetros perdoam as nossas ideias menos boas, o que não perdoam a médio longo prazo são líderes sem autenticidade e que se escondem por trás de um perfil super ponderado. As organizações, ao contrário do que parece, gostam do desconforto da mudança, organizações que mudam são organizações onde reina o stress positivo da mudança que hoje em dia certamente é um dos motores da retenção de talentos.

 

Termino com um pensamento que não de todo politicamente correto mas que é o que me vai na alma " estou farto de líderes normais e racionais, que mantém ambientes pseudo seguros para que no fundo mantenham artificialmente a sua posição de poder, precisamos de lideres disruptivos que não tenham medo e que gostem do desenvolvimento e da felicidade dos ourtos…"

 

Gestor e Professor Universitário

 

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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