Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 09 de janeiro de 2018 às 21:26

Crónica de uma morte anunciada?

A DMIF II deixará de se aplicar ao Reino Unido, a partir de Março de 2019, data para o país abandonar o bloco europeu.

O início do ano marcou a entrada em vigor de nova regulação na Europa. A DMIF II, a nova directiva para os mercados financeiros, entrou em vigor no dia 3 deste mês, mas a sua transposição ainda não está concluída em muitos países da União Europeia, como é o caso de Portugal. Apesar de a nova legislação ainda não estar aplicada em pleno, há já quem discuta alterações à nova regulação. Segundo uma notícia avançada pelo Financial Times, duas das maiores bolsas de derivados na Europa alertaram para a necessidade de rever as regras para a negociação de futuros, argumentando que o Brexit vai causar uma brecha entre o maior mercado financeiro europeu e o resto do continente. A DMIF II deixará de se aplicar ao Reino Unido, a partir de Março de 2019, data para o país abandonar o bloco europeu. No centro do debate, adianta o jornal, está o facto de a nova regulação "abrir acesso", forçando as bolsas de futuros a permitirem que "clearing houses" estrangeiras concorram consigo nas transacções. Os responsáveis alertam que isto poderá causar instabilidade financeira, com os mercados de derivados destas regiões regidos por regras distintas. A DMIF II ainda agora chegou, mas parece que vem com prazo de validade.

 

Jornalista 

A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Em Portugal, a AR é a única esperança Há 1 semana

A DMIF II é um passo relevante, pela boa intenção que revela em reforçar a proteção do Investidor.
Mas em Portugal, não basta – mesmo que seja aplicada e supervisionada sem a preocupação de “não fazer ondas”, e de não ser mais do que uma medida para “inglês ver”.
Em Portugal, no domínio dos Mercados de Capitais há uma realidade que condiciona tudo:
Um défice de concorrência,
conforme um dia o reconheceu quem indubitavelmente esteve na melhor posição para conhecer a situação Portuguesa-Carlos Tavares, ex-Presidente da CMVM.
De tal resulta que os apreciáveis benefícios que a Gestão de Ativos poderia fazer chegar aos Aforradores/Investidores Portugueses- acabam por ser aproveitados em todo o seu potencial, antes de mais pelos intermediários, e depois por toda uma casta de parasitas que vegetam ao arrepio de quaisquer preocupações de meritocracia.
Em Portugal o DMIF II, mesmo que supervisionado com zelo, não basta.
Uma intervenção legislativa da AR é a única e derradeira esperança.

comentários mais recentes
Em Portugal, a AR é a única esperança Há 1 semana

A DMIF II é um passo relevante, pela boa intenção que revela em reforçar a proteção do Investidor.
Mas em Portugal, não basta – mesmo que seja aplicada e supervisionada sem a preocupação de “não fazer ondas”, e de não ser mais do que uma medida para “inglês ver”.
Em Portugal, no domínio dos Mercados de Capitais há uma realidade que condiciona tudo:
Um défice de concorrência,
conforme um dia o reconheceu quem indubitavelmente esteve na melhor posição para conhecer a situação Portuguesa-Carlos Tavares, ex-Presidente da CMVM.
De tal resulta que os apreciáveis benefícios que a Gestão de Ativos poderia fazer chegar aos Aforradores/Investidores Portugueses- acabam por ser aproveitados em todo o seu potencial, antes de mais pelos intermediários, e depois por toda uma casta de parasitas que vegetam ao arrepio de quaisquer preocupações de meritocracia.
Em Portugal o DMIF II, mesmo que supervisionado com zelo, não basta.
Uma intervenção legislativa da AR é a única e derradeira esperança.

Alfon Há 1 semana

O que li do DMIF II no meu banco e vago, nada novo. Perdi o meu tempo.

pub