Rui Barroso
Rui Barroso 01 de junho de 2017 às 21:16

Depois do BES é o Popular a assustar a Pimco 

Uma das apostas da Pimco para 2017 era a banca espanhola. Mas a atracção da Pimco por dívida de bancos do Sul da Europa tem causado mossa.

A gestora foi uma das mais penalizadas com o processo de resolução do BES e consequente mudança de dívida sénior do Novo Banco para o "BES mau". E agora enfrenta perdas no espanhol Banco Popular. Segundo o Financial Times, a Pimco tem 279 milhões de euros da dívida mais arriscada do Banco Popular, as obrigações subordinadas que contam como capital (AT1), instrumentos semelhantes aos emitidos pela Caixa Geral de Depósitos no início do ano. Em caso de resgate são os primeiros a assumir perdas. Mas, dado esse risco, prometem juros generosos num ambiente de mercado em que é difícil encontrar retorno. E os títulos do Popular têm sofrido a bom sofrer no mercado, valendo cerca de metade do seu valor nominal. Se o banco falhar em encontrar comprador, havendo dúvidas sobre se existem propostas firmes de potenciais interessados como o Santander, BBVA, Bankia, Sabadell e CaixaBank, é forçado a fazer um aumento de capital. E se for incapaz de o fazer pelos próprios meios corre o risco de ser alvo de um resgate, o que coloca a posição de obrigacionistas como a Pimco em risco.

 

Jornalista

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