João Oliveira
João Oliveira 02 de Janeiro de 2017 às 14:45

Desafios para vencer com o Ano Novo

Olhando para o mundo que nos rodeia, fazer de 2017 um ano melhor não será tarefa fácil. Mas é esse o desafio que temos pela frente e o que há a fazer é fazer para que as coisas mudem.

2016 termina com um mundo marcado por perigos que se podia julgar estarem já arredados dos nossos horizontes depois de todo o sofrimento vivido durante boa parte do século XX.

Os perigos (potenciais ou já consumados) da guerra e das ameaças militares, do fascismo, do racismo, da xenofobia e das desigualdades, da desumanidade com que se fabrica o terror e se "naturaliza" o desrespeito pela vida humana, aí estão a mostrar-nos que é preciso ter bem presente a história para evitar que ela se aproxime de uma repetição.

2017 terá, por isso, de ser um ano de acção em defesa da paz, da cooperação entre os povos e do respeito pela sua soberania, do direito de cada povo e de cada ser humano ao progresso, à democracia, à liberdade, à justiça social, à felicidade.

Terá de ser um ano de denúncia da propaganda da guerra que todos os dias nos intoxica, que procura transformar-nos em apoiantes de operações de agressão a outros povos apresentando-os como inimigos e alvos a abater em nome de crenças fabricadas à distância que escondem os verdadeiros objectivos dessas agressões, manipulando justos sentimentos de solidariedade e convertendo-os em apoio à destruição de países e de vidas humanas.

Terá de ser um ano de luta por uma política que liberte Portugal dos constrangimentos do Euro e das imposições da União Europeia. João Oliveira

Terá de ser também um ano de denúncia da propaganda do ódio que se aproveita do individualismo da sociedade em que vivemos para fomentar a discriminação, a segregação ou a agressão a outros porque são diferentes.

E o melhor contributo que podemos dar para que as coisas mudem pelo mundo fora é começar por mudar o nosso país.

Os últimos tempos da nossa vida política nacional comprovam que, lutando, é possível concretizar essas mudanças, que é possível travar o retrocesso, reconquistar direitos e avançar para novas conquistas.

É com esse ânimo e essa confiança que devemos encarar o ano de 2017 como um ano de luta pelas mudanças de que necessitamos para ultrapassar os problemas que persistem e que não ficam resolvidos apenas com as medidas que têm sido tomadas.

O ano de 2017 terá de ser um ano de luta por uma outra política que liberte Portugal das amarras que hoje impedem o seu desenvolvimento e continuam a  impor desigualdades e injustiças.

Terá de ser um ano de luta por uma política que liberte Portugal dos constrangimentos do Euro e das imposições da União Europeia. Que nos liberte do garrote da dívida e aplique no desenvolvimento do país os milhares de milhões de euros que hoje nos são extorquidos dessa forma. Que liberte o país do domínio dos grupos monopolistas e ponha os recursos nacionais ao serviço do povo e do país.

2017 será certamente um ano importante para essas grandes batalhas que é preciso travar e que exigem uma mobilização colectiva do povo português. E será também um ano de outras importantes batalhas mais imediatas.

O aumento dos salários, a defesa dos direitos laborais previstos nos contratos colectivos e o combate à precariedade laboral serão certamente prioridades na defesa dos direitos dos trabalhadores. Depois das lutas travadas com sucesso pela reposição dos salários, das 35 horas, dos feriados e de outros direitos que tinham sido retirados, é necessário prosseguir a luta por outras reposições e conquistas de novos direitos para quem trabalha.

Também nas funções sociais do Estado o ano 2017 terá de trazer novos avanços. Na educação, na saúde, na segurança social, na habitação, no apoio às jovens famílias, às crianças ou às pessoas com deficiência, a exigência de mais igualdade e justiça social tem de fazer-se sentir como uma exigência de progresso e ter tradução em novos avanços.

O Ano Novo traz sempre uma esperança renovada de conseguirmos vencer obstáculos, de corrigir o que ficou mal feito ou resolver problemas que ficaram sem solução.

Se essa esperança se transformar em acção e a projectarmos além das nossas próprias vidas para o mundo que nos rodeia, havemos de vencer os desafios de 2017 por maiores que eles possam parecer.
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mais votado Anónimo Há 2 semanas


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Anónimo Há 2 semanas


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Mas ó janota Há 2 semanas

Se és assim tão bom... crias a tua própria empresa, empregas pessoas, produzes e vendes produtos. E colocas todos os teus princípios éticos a funcionar, diminuis a injustiça social e fazes Portugal ir para frente. E assim ... eu deixo de sustentar-te com os meus impostos.

Ernesto Silva Há 2 semanas

O João Oliveira o pcp e o jornal da propaganda avante, quando falar de paz e direitos humanos que se lembre do seu querido líder Kim Jong-un e das suas atrocidades

Hermano Há 2 semanas

Devia ser mandado de um autocarro em andamento. Mentiroso compulsivo como o seu partido.

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