Fernando  Sobral
Fernando Sobral 09 de janeiro de 2017 às 09:30

Donald Trump e a economia. Para onde vamos?

Donald Trump está prestes a tomar posse como Presidente dos EUA. Mas a sua influência já é visível na economia norte-americana. No New York Times, Paul Krugman, um crítico de Trump, interroga-nos se este é o caminho certo.

Recorda que na última quinta-feira 75 mil americanos perderam o emprego e que alguns vão conseguir outro, muitos irão ganhar menos e outros ficarão desempregados durante meses ou anos. E depois questiona: "O empenho da próxima administração na falsa política é óbvio: é o sósia natural do falso populismo. Trump ganhou com o apoio esmagador dos votos da classe trabalhadora branca, que acreditaram que ele estava do seu lado. Na verdade, a sua verdadeira agenda política, para lá da iminente guerra comercial, é a habitual do republicanismo moderno: grandes cortes de impostos para os bilionários e cortes selvagens nos programas públicos, incluindo aqueles que são essenciais para os votantes de Trump."

No Independent, Hamish McRae vê mudanças: "A pouco mais de duas semanas de tomar posse, Donald Trump já está a mudar a maneira como os negócios na América se comportam. A Ford deixou cair a construção de uma fábrica de 1,6 mil milhões de dólares no México e vai investir no Michigan. A empresa negou que há algum acordo com o novo Presidente, mas a mensagem é muito clara. Um Presidente que grita vai ser ouvido." Já no Washington Post, Jim McDermott reflecte sobre as implicações de Trump em políticas como a do Obamacare: "Trump está a dizer aos americanos o que ele pensa que eles querem ouvir: que podem ter toda a sobremesa - protecção ao consumidor - sem comerem os vegetais - um mandato individual. Esta pode ser uma técnica retórica, mas não é a verdade. A realidade é que uma acção destas resultará na devastação do sistema de saúde." Ou seja, tudo ainda é uma incógnita na política económica de Trump.



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