Fernando  Sobral
Fernando Sobral 03 de agosto de 2017 às 10:02

Donald Trump, o general e a importância do golfe

O general John Kelly é o novo chefe de gabinete de Donald Trump. A sua missão maior é por ordem no caos reinante na Casa Branca.

A disciplina que pretende impor é quase militar e já pediu a todos os que querem apresentar propostas ou dar conselhos a Trump passem pelo seu crivo. Isto, em princípio, aplica-se também a Ivanka e a Jared Kushner. Resta saber quem vai cumprir a ordem. Entretanto Trump falou com o "Wall Street Journal" e falou de muitas coisas. Não deu muitos dados sobre a grande esperança dos britânicos (uma grande aliança comercial pós-Brexit) e mostrou-se mais preocupado com as consequências da independência escocesa no campeonato de golfe. Diz mesmo: "O que é que os escoceses fariam com o Open britânico se saíssem? Deixariam de tê-lo." Compreende-se a preocupação: Trump tem muitos interesses empresariais na área do golfe, incluindo na Escócia.

No "New York Times", Elizabeth Williamson escreve: "Estes são dias perigosos para Stephen Bannon, o cérebro do president Trump. Um novo livro ('Devil's Bargain: Steve Bannon, Donald Trump and the Storming of the Presidency')sobre o chefe de estratégia da Casa Branca mostra o presidente como um barco vazio onde Bannon colocou a sua ideologia e agenda, levando os dois para a Casa Branca. (…) Conhecendo a fraqueza, a vaidade e incompetência de Trump, há limites para o que Bannon, que ajudou a fazer nascer esta presidência disfuncional, possa fazer para o arranjar". Já no "Washington Post", Garrison Keillor analisa: "Vamos sobreviver a isto. Trump pode fazer os danos que puder, como um homem a queimar livros em fúria por não os conseguir ler, mas ainda sobrarão bastantes livros". Resta saber quantos livros conseguirá Donald Trump queimar até deixar a Casa Branca. Ao fim de quatro anos. Ou antes.


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