Paulo Querido
Paulo Querido 10 de Maio de 2012 às 23:30

E se o Facebook não for rentável?

Tópicos - as palavras que fazem as notícias do mundo
1. E se o Facebook não for rentável?
A questão é colocada no El País. O Facebook atualizou a informação junto da Securities and Exchange Commission (SEC), dentro do processo que culminará na oferta pública de venda, e o parágrafo adicionado deixou os analistas preocupados.

"O crescimento no uso através dos nossos serviços móveis, onde a nossa capacidade para gerar receitas está por provar, em substituição da utilização dos computadores pessoais poderá afetar negativamente as nossas receitas e os resultados financeiros". Preto no branco.

O "problema móvel", como lhe chama a CNN, consiste nisto: em março 488 milhões de utilizadores acederam através dos telemóveis, mais de metade do seu total de membros, e a percentagem está a subir - e a empresa não descobriu como fazer dinheiro nesse ambiente, no qual, por assumida desatenção, não conseguiu subverter as regras de privacidade. A questão faz sentido e a resposta não é ainda clara.



2. SONY
Nunca a Sony tinha perdido tanto dinheiro como no exercício anual terminado em março. Contas apresentadas ontem, foram 5.700 milhões de dólares (4.397 milhões de euros) de prejuízo - ainda assim menos 1.300 milhões do que a empresa estimava inicialmente. É o seu quarto ano seguido no vermelho. As ações tocaram esta semana no ponto mais baixo do último quarto de século. A empresa culpa tudo à sua volta menos ela própria.



3. ALEXIS TSIPRAS
Tornou-se uma estrela mediática europeia esta semana. Aos 38 anos, este deputado até aqui desconhecido fora da Grécia levou uma coligação de esquerda ao segundo lugar das organizações mais votadas nas legislativas gregas. Mas quando chegou a sua vez de tentar a missão impossível - formar governo -, também falhou. Tsipras é pró-europeu mas entende que os termos do plano de regaste são demasiado duros e que o país não os conseguirá cumprir.



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comentários mais recentes
Anónimo 11.05.2012

Eu já esperava esta decisão do governo, em escolher o Montijo como localização para o aeroporto lowcost, porque sei desde

sempre que este governo é corrupto e que não esta interessado na defesa do país, mas sim, na defesa de interesses

próprios e neste caso de certo que existira algum interesse imobiliario escondido, porque não é possivel que se tenha

escolhido a pior de todas as opções.

Veja-se o exemplo do que acontece em Londres, onde todos os aeroporto são servidos pelo comboio, à excepção do City

Airport que se encontra no centro. Todos os aeroportos em Londres encontram-se na periferia da cidade e alguns são

servidos por comboios especias que apenas fazem a ligação ao centro da cidade sem pararem em qualquer outra paragem,

todos os outros são servidos por comboios com servços normais, mas todos eles são servidos por transportes ferroviarios.

Com que bases se escolhe o Montijo para a nova base lowcost?? Não é servido por transportes ferroviarios, e a unica

ligação com Lisboa é pela ponte Vasco da Gama, a não ser que se use a ponte em Vila Franca de Xira ou a Ponte 25º Abril.

Tem tambem um serviço de transportes maritimo que é uma vergonha. É esta a isenção de um governo??

Alverca é servida por comboios regionais e sub-urbanos que fazem a ligação a Lisboa Oriente em 10 minutos, é servida por

duas operadoras de autocarros, Boa Viagem e Rodoviaria de Lisboa, que demoram em média 25 na ligação ate Entrecampos. Em

Alverca existem ainda duas auto-estradas, A1 e CREL, e a via complementar IC2, alem da nacional N10. Como é que se chega

à escolha do montijo?? Como?

Peço à Easyjet que faça pressão para que a escolha seja Alverca, a opção mais correcta, em alternativa que se escolha

Sintra, mas nunca o Montijo que não é uma opção que devia sequer ser considerada.