Fernando  Sobral
Fernando Sobral 09 de maio de 2017 às 09:51

Emmanuel Macron. A vitória política e os negócios

Emmanuel Macron venceu. Os que não queriam Marine Le Pen respiram aliviados. E os mercados e Bruxelas também. Restam agora as tarefas do novo Presidente francês.
No El Mundo, Pedro G. Cuartango escreveu: "A principal característica do novo Presidente francês é que, aos 39 anos, carece de passado. Nunca antes tinha chegado ao Eliseu uma pessoa da sua idade. Salvo a sua curta etapa à frente do Ministério da Economia, carece de experiência política, o que não significa que não seja um animal político como demonstrou na campanha. Esta ausência de uma larga trajectória na vida pública foi precisamente a sua maior vantagem. O que queriam os franceses era um homem sem passado, fartos dos partidos que se têm alternado no poder durante a V República. Por isso elegeram uma pessoa jovem que não pode ser identificada com a corrupção, o clientelismo e a burocracia que minaram a credibilidade das equipas de Sarkozy e Hollande."

No L'Obs, Matthieu Croissandeau opina: "Se o clã Le Pen perdeu uma nova batalha, ainda não perdeu a guerra. A vitória de Emmanuel Macron não fará desaparecer as raízes do mal como por encantamento. A França de hoje está profundamente fracturada. Os seus cidadãos duvidam enquanto se inquietam. (…) De uma radicalidade à outra, isso deixa um espaço considerável e uma oportunidade histórica para o novo Presidente." E a economia. No Daily Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard lembra: "A vitória de Macron abre caminho para uma radical alteração do antiquado código de trabalho e para o punitivo regime de impostos, aumentando as esperanças de Paris quando esta tenta capturar valiosos negócios da City de Londres. (…) Funcionários têm cruzado Londres nos últimos dias reunindo-se com fundos soberanos e banqueiros dos EUA, Japão, China e de outros países, vendendo a promessa de uma revolução reformista em Paris." A tentação é grande.


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