António Costa
António Costa 03 de agosto de 2017 às 18:52

Estratégias para crescer

Recentemente a maioria de nós conseguiu maior conforto e alguma tranquilidade em relação à situação económica do país, ao tomarmos conhecimento de que o crescimento da economia em maio foi o maior dos últimos 17 anos.

Segundo os dados oficiais do Banco de Portugal, desde outubro do ano 2000 que o país não obtinha valores tão interessantes e positivos na taxa de crescimento.

 

Neste enquadramento é oportuno compreendermos de que modo a implementação de estratégias de organização e eficiência pode conduzir à melhoria e à rentabilidade das empresas e consequentemente ao crescimento da economia de um país.

 

Sabendo do esforço que tal crescimento exigiu e da necessidade de animar as economias locais, é fundamental não descurar o empenho realizado e não baixar os braços na expetativa de já estar todo o trabalho feito e a máquina definitivamente oleada. Nunca uma máquina está total e definitivamente oleada, sendo, portanto, imprescindível continuar a prestar-lhe atenção e a monitorizar todos os sinais vitais.

 

É fundamental manter o foco no resultado e no processo para o atingir... Sabemos que este foco no processo permitirá chegar a bons resultados, tanto nos momentos fortes, como nas situações em que a economia mundial esteja menos pujante.

 

As empresas de sucesso têm um processo estruturado de análise e desdobramento da estratégia. Como? Através da definição de um plano de objetivos, identificados pelo topo da organização, que são posteriormente desdobrados até à base dessa mesma organização, mantendo sempre o alinhamento entre todos - ou seja, alinhamento entre a direção que decide, o "middle management" que assegura a implementação, e a base que a operacionaliza - todos elos fundamentais!

 

Podemos concretizar este desdobramento do seguinte modo: numa organização existem dois fluxos - o "top down" e o "bottom up". No "top down" estão definidos os objetivos estratégicos da organização e são desdobrados pelas equipas.

 

No "bottom up" são identificadas as dificuldades das equipas, que por sua vez devem ser escaladas até ao ponto de equilíbrio no qual as questões podem ser resolvidas. Este seguimento sistematizado é de extrema importância, na medida em que permite escalar os problemas que inerentemente surgem no decorrer de um trabalho.

 

É imprescindível que haja bom funcionamento entre ambos os fluxos e que os respetivos líderes adotem rotinas de conhecimento "in loco" e cenários de operações, com objetivos de observação direta do quotidiano. Portanto, é de relevar a presença dos órgãos de gestão no terreno e o "feedback" por estes transmitido.

 

Pondo em prática estes processos, conseguimos chegar a bom porto.

 

Porquê? Porque sabemos de antemão que processos consistentes dão origem a resultados esperados. E o que se espera são resultados ótimos, sempre!

 

Senior Partner Kaizen Institute Western Europe

 

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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comentários mais recentes
Anónimo 04.08.2017

Crescimento do PIB feito com base no crescimento para o dobro do ritmo de endividamento (neste momento o ritmo de crescimento médio da divida publica andará nos 15.000 milhões/ano) e da moda do turismo (como qualquer moda passará mais tarde ou mais cedo) não me parece motivo para deitar foguetes. Mas o que interessa é enganar o pagode e siga a festa.