Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 10 de dezembro de 2017 às 18:30

Freddie e Fannie, um caso difícil de resolver

O resgate da Fannie Mae e da Freddie Mac, em Setembro de 2008, uma semana antes de o Tesouro dos EUA ter deixado cair o Lehman Brothers, marcou o início de um período negro nos mercados financeiros mundiais.

Nove anos depois, as bolsas mundiais atravessam um período dourado, com as acções dos EUA em recordes, mas a situação destas duas  instituições de refinanciamento hipotecário continua por resolver. Isto porque as duas companhias continuam nas mãos do governo americano.

Mas, segundo a Bloomberg, o Congresso dos EUA está determinado em rever o mercado hipotecário, criando condições para que a Fannie Mae e a Freddie Mac continuem em actividade, mas facilitando a criação de outros concorrentes no mesmo ramo de actividade e, assim, dispersar o risco.

Isto porque a função destas empresas é comprar créditos à habitação, embrulhá-los em produtos derivados e securitizações, que servem como garantia em caso de incumprimento, libertando capital aos bancos para conceder novos empréstimos. O problema é quando se trata de créditos de má qualidade, como na crise financeira. E nisto dos mercados financeiros, a memória mostra-se muitas vezes demasiado curta.

 

Jornalista

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