Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 19 de setembro de 2017 às 20:35

Gestores de fundos valem mais do que o Ronaldo?

Cristiano Ronaldo é conhecido pelas suas habilidades dentro de campo e pelo seu salário milionário. Mas apesar de o português ser um dos jogadores de futebol mais bem pagos do mundo, não recebe bónus milionários quando alcança bons resultados.

Pressupõe-se que seja essa a sua função e, caso não consiga atingir os objectivos que o clube pretende, seguramente isso irá reflectir-se no seu valor de mercado e nos montantes futuros fixados no contrato. O mesmo não acontece, porém, na indústria da gestão de activos, na qual as comissões continuam a garantir uma importante fatia do salário dos gestores. E é este contra-senso que um artigo publicado no MarketWatch questiona: porque hão-de receber os gestores de activos bónus, quando nem o melhor jogador do mundo ganha mais em função dos resultados? Para Daniel Godfrey, antigo responsável pela Associação de Investimento nos EUA, afastado por ser demasiado crítico com os seus membros, isto não faz qualquer sentido. Para Godfrey, o esquema de bónus só tende a ser efectivo quando é muito clara a contribuição de um indivíduo. Mas e quando os desempenhos são negativos? Com "incentivos" destes nunca vão marcar golo.

 

Jornalista

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mais votado Vender gato por lebre… Há 7 horas

Como investidor, afigura-se-me eticamente correto e necessário que as Gestoras de Ativos sejam remuneradas “razoavelmente” (como diz o código deontológico da Associação de Fundos de Investimentos) pelo trabalho que desenvolvem, e inclusive que sejam premiadas pela qualidade dos resultados que obtêm. Mas não compreendo que gestoras de instituições prestigiadas, e que chamam a si o objetivo de ser uma Referência no panorama nacional - possam cobrar comissões “a olho” aos clientes, sem conhecer o custo do trabalho que as suportam e a rendibilidade dos capitais próprios desejada pelo seu acionista, podendo-se até cair no caso de se cobrarem comissões próprias de uma ambiciosa gestão ativa quando no fundo se pratica e se tem custos de uma frugal gestão passiva. É vender “gato por lebre” e a responsabilidade será em primeira linha de quem o faz, mas será também de quem o deixa fazer, porque lá diz o velho ditado, salvas as proporções, que “tão culpado é o ladrão como o que fica ao portão” …

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Vender gato por lebre… Há 7 horas

Como investidor, afigura-se-me eticamente correto e necessário que as Gestoras de Ativos sejam remuneradas “razoavelmente” (como diz o código deontológico da Associação de Fundos de Investimentos) pelo trabalho que desenvolvem, e inclusive que sejam premiadas pela qualidade dos resultados que obtêm. Mas não compreendo que gestoras de instituições prestigiadas, e que chamam a si o objetivo de ser uma Referência no panorama nacional - possam cobrar comissões “a olho” aos clientes, sem conhecer o custo do trabalho que as suportam e a rendibilidade dos capitais próprios desejada pelo seu acionista, podendo-se até cair no caso de se cobrarem comissões próprias de uma ambiciosa gestão ativa quando no fundo se pratica e se tem custos de uma frugal gestão passiva. É vender “gato por lebre” e a responsabilidade será em primeira linha de quem o faz, mas será também de quem o deixa fazer, porque lá diz o velho ditado, salvas as proporções, que “tão culpado é o ladrão como o que fica ao portão” …