Rui Barroso
Rui Barroso 04 de junho de 2017 às 19:25

Goldman diz à OPEP para imitar a Reserva Federal

Numa nota citada pela Bloomberg, os analistas do banco aconselham a OPEP a não se focar apenas em objectivos de curto prazo mas a transmitir também a sua orientação futura sobre a estratégia de longo prazo.

A gestão das expectativas é um ponto cada vez mais crucial nos mercados. E dadas as medidas não convencionais adoptadas na resposta à crise, os maiores bancos centrais, como a Reserva Federal e o BCE, tornaram-se exímios em gerir as expectativas, dando orientações futuras sobre as condições monetárias. Para o Goldman Sachs há mais agentes do mercado que deveriam seguir esse caminho, apontando para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Numa nota citada pela Bloomberg, os analistas do banco aconselham a OPEP a não se focar apenas em objectivos de curto prazo mas a transmitir também a sua orientação futura sobre a estratégia de longo prazo. Isto depois de na reunião da semana passada da OPEP, mesmo com o anúncio de uma extensão de nove meses dos cortes de produção, o Brent ter caído mais de 4%, com o mercado na incerteza sobre qual seria a estratégia da OPEP após aquele prazo.

 

Os acordos dentro dessa entidade e com outros produtores como a Rússia não são fáceis. Há interesses geoestratégicos a defender e diferentes situações orçamentais a gerir pelos produtores. Talvez seja demais pedir esse tipo de comunicação. Até porque não é claro se há uma estratégia de longo prazo a anunciar aos mercados.

 

Jornalista

A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar