Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 15 de maio de 2017 às 20:44

Há poucas empresas para tantos índices?

Os fundos de índice, os ETF, têm vindo a ganhar popularidade, com cada vez mais investidores a optarem por esta modalidade, em detrimento dos produtos de gestão activa.

As elevadas comissões e as rendibilidades inferiores ao mercado apresentadas pelos fundos tradicionais têm determinado a preferência pelos fundos de índice. Mas a forte procura por estes produtos está a determinar uma situação no mínimo insólita. Há actualmente nos EUA mais índices do que acções, segundo a Bloomberg. Índices de acções, como o tradicional S&P500 ou o Dow Jones, fundos de índice que replicam as acções do sector da saúde ou da energia, ou empresas com os melhores dividendos. A escolha é variada e a lista de índices é cada vez mais extensa. Um factor, que agregado ao facto do número de empresas cotadas nos EUA ter caído 42% nos últimos 20 anos, levou a que os índices disponíveis para comercialização tenham ultrapassado o número de empresas cotadas. Apenas entre 2010 e 2012, o número de ETF quadriplicou, segundo a Bloomberg. E desde então o número de fundos de índice só tem crescido. E face ao interesse que estes produtos continuam a recolher junto dos investidores, poderão ainda haver mais índices do que acções.

 

Jornalista

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