Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 01 de fevereiro de 2018 às 22:21

Há uma nova "exuberância irracional" nos mercados? 

Alan Greenspan avisou sobre a existência de uma "exuberância irracional" durante a bolha das tecnológicas nos anos 1990. E agora, o antigo presidente da Reserva Federal dos EUA volta a apontar o dedo às valorizações nos mercados.

Mas, desta vez, Greenspan alerta para a existência de, não uma, mas sim duas bolhas. Uma nas acções e outra nas obrigações. "No final do dia, a bolha no mercado obrigacionista vai eventualmente ser o problema crítico", adiantou o responsável numa entrevista à Bloomberg TV. Greenspan adiantou, contudo, que "a curto prazo não é muito mau", mas a subida das taxas de juro "tem um impacto muito significativo em toda a estrutura da economia". "Estamos a lidar com um 'outlook' de longo prazo fiscalmente instável no qual a inflação vai assumir o controlo", argumenta o antigo governador do banco central norte-americano. O especialista não tem a menor dúvida de que a inflação vai disparar. A questão é quando. Estes avisos surgem num momento em que os principais bancos centrais mundiais ainda assumem um cenário modesto para a subida da inflação e os investidores continuam a mostrar-se confiantes na evolução positiva dos activos de risco. Será mais uma "exuberância irracional"?

 

Jornalista

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mais votado Para quando um crash catastrófico nas Bolsas ? 02.02.2018

O conceito de exuberância irracional (ou do seu simétrico),
terá lógico significado no contexto de um paradigma de Mercados Perfeitos,
advogado primeiro por Louis Bachelier e depois por entre outros por Samuelson e Fama.
Mas há paradigma mais recente defendido por Andrew Lo, professor do MIT.
Segundo o mesmo, os Mercados tendem efectivamente para a perfeição
e aproximam-se muitas vezes dela, como agora estará a suceder.
Mas, tal como na mitologia grega a constelação de Òrion persegue a do Escorpião sem nunca a alcançar,
também os Mercados nunca alcançam um grau de perfeição absoluta.
Tal como a história da evolução da vida na terra,
em que se registam periódicas extinções catastróficas,
e que alteram totalmente os equilíbrios pré-existentes,
nos Mercados (um sistema dito “complexo” como a Vida)
também ocorrem periodicamente catástrofes,
no caso denominados Crashs,
que alteram profundamente os equilíbrios existentes,
iniciando ciclo
novamente rumo a Mercado tendencialmente perfeito

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Para quando um crash catastrófico nas Bolsas ? 02.02.2018

O conceito de exuberância irracional (ou do seu simétrico),
terá lógico significado no contexto de um paradigma de Mercados Perfeitos,
advogado primeiro por Louis Bachelier e depois por entre outros por Samuelson e Fama.
Mas há paradigma mais recente defendido por Andrew Lo, professor do MIT.
Segundo o mesmo, os Mercados tendem efectivamente para a perfeição
e aproximam-se muitas vezes dela, como agora estará a suceder.
Mas, tal como na mitologia grega a constelação de Òrion persegue a do Escorpião sem nunca a alcançar,
também os Mercados nunca alcançam um grau de perfeição absoluta.
Tal como a história da evolução da vida na terra,
em que se registam periódicas extinções catastróficas,
e que alteram totalmente os equilíbrios pré-existentes,
nos Mercados (um sistema dito “complexo” como a Vida)
também ocorrem periodicamente catástrofes,
no caso denominados Crashs,
que alteram profundamente os equilíbrios existentes,
iniciando ciclo
novamente rumo a Mercado tendencialmente perfeito

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