Sandra Clemente
Sandra Clemente 16 de Novembro de 2016 às 19:56

Informação

Na primeira entrevista como Presidente eleito ao "60 Minutes" da CBS News, quando a jornalista lhe perguntou se continuaria a "tweetar" de cada vez que alguém o criticasse, Trump respondeu: "É uma maneira moderna de comunicar e não há que ter vergonha nisso.

Acredito que o facto de ter tantos seguidores no Facebook, Twitter e Instagram ajudou-me a ganhar, apesar de os outros terem gasto muito mais dinheiro. Penso que os 'social media' têm mais poder, acho que provei isso." Tanto poder que o Facebook é acusado de influenciar o resultado das eleições por deixar colocar notícias falsas. Em 2015, Trump já tinha dito que ter as redes sociais para responder aos críticos era como ser dono do New York Times, sem ter os custos. Quando não existiam, não podia retaliar. "Convocava uma conferência de imprensa de cada vez que queria desmentir alguém?" Impossível! Durante a campanha para as eleições americanas, o Pew Research Center acompanhou as redes sociais e concluiu que os "posts" incessantes sobre candidatos e políticas sociais mudavam a opinião de uma em cada cinco pessoas.

 

Chamo a atenção para os números em Portugal. A rede social que mais usamos é o Facebook. Cerca de 5,2 milhões de utilizadores por mês; 3,8 milhões por dia. 4 milhões usam-no em telemóveis ou tablets; 2,8 diariamente, em média 14 vezes por dia, diz o seu responsável em Portugal, dados de 2015. Seguem-se o YouTube, Google+, LinkedIn, Instagram e Twitter, diz a Marktest. A maioria, por esta ordem, usa as redes sociais para enviar e receber mensagens, ver vídeos - o crescimento no Facebook é notório -, comentar publicações de amigos, ler notícias em sites de informação - 61,5% - e partilhar "links" de artigos - 54,6% -, portanto os meios tradicionais também chegam a mais pessoas por esta via. Em tempo de combate ao populismo, estes números parecem-me muito relevantes. Para a comunicação ser eficaz, tem de ser feita onde as pessoas estão.

 

Jurista

 

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5640533 Há 2 semanas

Não estou nem estarei em nenhuma rede social. Não participo em psicoses em massa.