Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 27 de dezembro de 2017 às 20:25

IPO em máximos... Mas não em Lisboa

Há vários anos que os investidores nacionais não são brindados com uma nova estreia em bolsa. Desde a OPV dos CTT, em Dezembro de 2013, que a praça lisboeta não assiste a um IPO (oferta pública inicial).

Além de não haver interesse por parte de novas empresas para cotar em Lisboa, há cada vez mais companhias que querem sair. Recentemente, a Sumol+Compal votou a retirada de bolsa, uma saída que vem juntar-se a um grupo de empresas que, ou já saíram, ou continuam cotadas, mas com uma reduzida dispersão de capital. É o caso do BPI, ou da Sonaecom. Mas, se este é o caso em Portugal, não o é noutros mercados. 2017 é, aliás, o melhor ano em termos de estreias em bolsa desde a crise financeira. Segundo números da Dealogic citados pelo Financial Times, quase 1.700 companhias fizeram o seu caminho para o mercado de capitais, num ano marcado pela recuperação destas operações nos EUA e de recordes na China. Face ao ano passado, regista-se um aumento de 44%, com operações avaliadas em 196 mil milhões de dólares, máximos desde 2014, ano que foi protagonizado pela estreia em bolsa da Alibaba. Os números são positivos e as perspectivas animadoras. Só em Lisboa é que não são, para já, visíveis quaisquer sinais de retoma.


Jornalista
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