Raquel Godinho
Raquel Godinho 03 de dezembro de 2017 às 19:30

Já não há riscos geopolíticos como antes?

Tipicamente, as questões geopolíticas têm uma importância determinante no rumo dos mercados. Foi o que aconteceu na Segunda Guerra Mundial ou no 11 de Setembro.

Contudo, não é isso que tem acontecido mais recentemente, lembram os analistas do UBS numa nota de investimento citada pelo El Economista. Por exemplo, no referendo britânico que no ano passado determinou a saída da União Europeia, as variações foram expressivas no dia seguinte, mas na semana seguinte as várias classes de activos conseguiram regressar aos níveis pré-Brexit. E as recentes ameaças nucleares da Coreia do Norte também não têm causado o pânico que se poderia esperar. "Ainda que os eventos geopolíticos possam ter um impacto profundo nas nossas vidas individuais, o impacto nos mercados financeiros globais tende a ser mais pequeno e de mais curta duração. Os investidores devem diversificar as suas posições e continuar investidos durante os períodos de turbulência", destacam os analistas do UBS. Por outro lado, muitos analistas têm alertado para as consequências de os investidores poderem estar a ser demasiado complacentes em relação a alguns riscos geopolíticos. Quem terá razão? Só o tempo o dirá.

 

Jornalista

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comentários mais recentes
Nossa Senhora Há 1 semana

Oh filha sempre houve e sempre haverá. Volta lá para o gabinetezinho.

Rado Há 1 semana

Este texto podia muito bem ser reduzido à uma frase. A última.

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