Rui Barroso
Rui Barroso 23 de agosto de 2017 às 20:30

Jóia da coroa do Goldman perde brilho. Mas banco não desiste

O Goldman Sachs ganhou a fama de ser uma máquina de fazer dinheiro. E se há unidade do banco que contribuiu para essa reputação foi a divisão de matérias-primas.

Foi de lá que saíram alguns dos máximos responsáveis do banco, como Lloyd Blankfein, o presidente executivo. Nos últimos anos esta divisão tem gerado, em média, lucros de 250 milhões de dólares por trimestre, segundo cálculos da Bloomberg. Mas o toque de midas aparenta ter desaparecido. Um conjunto de apostas erradas no mercado de gás natural americano levou a que a divisão de "commodities" tivesse um resultado nulo no segundo trimestre, o pior desempenho desde que o Goldman Sachs foi para a bolsa. E além da sua própria negociação não estar a gerar lucros, o Goldman tem perdido clientes nesta área. Mas se alguns grandes bancos deitaram a toalha ao chão na divisão de "commodities", para diminuírem custos e aumentarem a eficiência, o Goldman não desiste tão facilmente. Segundo a Bloomberg, prepara-se para abrir um processo de recrutamento de "traders" estrela. E vai colocar pesos-pesados do banco no terreno para captar novos clientes para esta divisão. Tudo para manter a tradição de ter as "commodities" como uma das suas jóias da coroa.

 

Jornalista

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